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    TRABALHO REALIZADO NA DISCIPLINA DE EXPRESSÃO GRÁFICA VI MINISTRADA PELO PROFESSOR RICARDO PORTILHO NA ESCOLA DE DESIGN - UEMG O trabalho consist… Read More
    TRABALHO REALIZADO NA DISCIPLINA DE EXPRESSÃO GRÁFICA VI MINISTRADA PELO PROFESSOR RICARDO PORTILHO NA ESCOLA DE DESIGN - UEMG O trabalho consistia em criar uma 'enciclopédia de uma palavra só' e demonstrar visualmente todos os significados e aplicações desta palavra. Devido a inquietações pessoais, a palavra escolhida foi NEGRO e o projeto tenta trazer a discussão de negritude e os papéis ocupados por pessoas negras na sociedade brasileira contemporânea. Read Less
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trabalho realizado na disciplina de expressão gráfica VI 
ministrada pelo professor ricardo portilho na Escola de design - uemg
O trabalho consistia em criar uma 'enciclopédia de uma palavra só' e demonstrar visualmente todos
os significados e aplicações desta palavra. Devido a inquietações pessoais, a palavra escolhida foi NEGRO
e o projeto tenta trazer a discussão de negritude e os papéis ocupados por pessoas negras na sociedade brasileira contemporânea.
Achamos importante salientar que os 'fazedores' dessa publicação tem vivências diferentes de negritude,
e reconhecemos os nosso privilégios por sermos negros de pela clara, termos característica físicas que são mais
'bem aceitas' socialmente e termos uma maior facilidade de sermos embranquecidos pela sociedade – sem apoiar a afroconveniência. A ideia da publicação é exatamente trazer o questionamento da (r)existência de pessoas negras mais retintas em diversos locais – inclusive a universidade.
A publicação é um zine, impresso em papel vegetal, frente e verso, embalado com uma luva de papel pardo. Os materiais se alinham com o conceito de negritude através da analogia da palavra 'pardo' designada para pessoas negras da pele clara (como se a denominação de negro fosse algo pejorativo e precisasse de outra palavra que substituísse seu peso social), da mesma forma que o papel vegetal ao ser empilhado passa a sensação de que escurece e clareia conforme as folhas se sobrepõem, demonstrando alguns dos 'tons de negro' que temos no Brasil.
O conteúdo do zine foi organizado por uma perspectiva de demonstrar diferentes significações da palavra NEGRO na língua portuguesa.
Para que pudesse abranger ao máximo os significados, a publicação tem 'inícios'
que tratam da palavra como substantivo masculino e feminino e suas diferentes interpretações sociais – incluindo a vivência de mulheres e homens negros.
Os dois inícios levam ao meio da publicação, seguido do significado RAIZ que demos
à palavra que, para nós, representa parte do peso histórico que a expressão carrega.
A publicação é costurada com linhas marrom e branca com máquina de costura, de forma a demonstrar a miscigenação forçada ocorrida em nosso país, e ao mesmo tempo tem o arremate para dentro das dobras de forma a esconder as cicatrizes sociais que grande maioria da população negra brasileira enfrenta todos os dias.
TODAS as vivências
de NEGRITUDE 
são REAIS e VÁLIDAS.
O projeto está finalizado, mas a discussão continua.