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SEDE ADMINISTRATIVA SEDHAB BRASILIA DF, BRASIL | 2012 ----- ★ MENÇÃO HONROSA EM CONCURSO NACIONAL BRASIL
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CRÔNICA DE UMA METAMORFOSE 
A proposta de reforma para edifício sede da SEDHAB, localizado no setor comercial Sul em Brasília, busca tornar mais confortável e prazeroso o local de trabalho para os 880 servidores. O projeto não assume gestos de design e sim estratégias capazes de otimizar a performance atual e futura. Tratam-se de operações de resgate e redescobrimento, aplicando, simultaneamente, estratégias consagradas e contemporâneas. 

CRÔNICA DE UMA MUDANÇA 
Do existente ao novo | A oportunidade do construído 
A situação inicial instiga a análise das múltiplas camadas do objeto construído como dado relevante para intervenção desejada. O projeto buscou potencializar os pontos fortes da atual edificação, negociando, articulando e vinculando o existente com operações potentes capazes de incorporar necessidades programáticas. 

00. ORIGEM | PARTIDA 
Mesmo desgastado pelo tempo e pela baixa manutenção, o edifício de esquina se destaca pela sua volumetria e capacidade estrutural. O interior fracionado em plantas sobrepostas sem conexão espacial, sofre com compartimentação exagerada que não permite o aproveitamento da iluminação e ventilação natural. 

01. DESPIR | REVELAR 
Eliminação total das intervenções paliativas, bem como os elementos de circulação vertical irregulares, instalações elétricas e sanitárias inadequadas. São retirados também todos os apliques superficiais, limpando a estrutura, deixando exposto o esqueleto de pilares e vigas em estado original: um novo começo. 

02. LAPIDAR 
A estrutura cartesiana de pilares e vigas no sistema dom-ino permite desenvolver uma estratégia de demolição seletiva sem alterar a estrutura global. Se esvazia parcialmente a estrutura existente de forma cirúrgica, otimizando a iluminação e ventilação natural logrando espaços eficientes com excelentes níveis de conforto ambiental. Lapidar como modo de intensificar. A nova planta tem profundidade máxima de 10 metros provendo uma situação mais salubre que a atual. Lapidar como modo de conectar. O átrio permite novos ângulos de visão e jogos de luz. Circulação vertical, instalações de ar-condicionado e redes percorrem o edifício chegando a cada nível necessário através de canais centralizadores. 

03. RETIFICAR 
Trabalhar sobre o contrapiso no térreo com o objetivo de retificá-lo em uma quantidade mínima de níveis. O auditório se posiciona no desnível superior existente enquanto o resto da planta se mantém na cota de acesso. 

04. CONDENSAR 
Condensar circulações e serviços em uma única peça vertical compacta. Somente uma escada de emergência é necessária posto que a área por pavimento é menor do que 750m². 

05. FLUIDIFICAR 
Zoneamento em torno do átrio permite maior flexibilidade de planta. Através da distribuição concêntrica do programa são criadas duas zonas distintas: junto a fachada original - setor privativo - e próximas ao vazio do átrio - setor operacional - com maior flexibilidade de layout e funções. 

06. VELAR 
A solução de fachada tem dois objetivos principais: a resolução de um problema prático de eficiência energética e condicionamento térmico; e a preservação das características do conjunto da quadra através de uma relação respeitosa entre os novos elementos e o conjunto de edifícios com características modernistas. São propostos elementos de vidro para as fachadas leste e sul e brises verticais translúcidos na fachada leste para protegê-la da incidência solar. Os novos elementos envolvem o edifício como um véu, protegendo-lo sem escondê-lo. Evocando o princípio de transparência tão desejável para instituições públicas. 

CONCLUSÃO 
A intervenção vai além da simples organização programática do edifício, propõe um novo relacionamento entre usuário, edifício e entorno. Compreendendo a construção do espaço urbano como um esforço coletivo, a proposta utiliza soluções contemporâneas que não entram em conflito com os edifícios do entorno; ao contrário, relaciona-se com ele, abdicando um papel de objeto ao fortalecer o conjunto. O atrio central representa não somente uma melhoria na qualidade espacial do ambiente de trabalho mas um vazio estruturador do programa. Também suprime a separação vertical entre os funcionários corroborando para a aumentar a empatia entre usuário, edifício e comunidade, fortalecendo, dessa maneira, a instituição. 

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0E1 Arquitetos + MAPA
Autores: Luciano Andrades, Matías Carballal, Rochelle Castro, Andrés Gobba, Mauricio López, Silvio Machado, Ana Cristina Catagna, Gabriel Giambastiani, Mario Guidoux, Anna Carolina Manfroi, Pablo Resende.
Equipe de projeto: Aldo Lanzi, Alexis Arbelo, Guillermo Acosta, Pamela Davyt, Fernando Suarez. 
Renders: MAAMMEDIA 
Consultores: Diogo Valls, Eduardo Aigner
111 1974
RJI
96 2191
239 5041
BIA
43 1146
CME
76 4571