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Conteúdo para bloggers e jornalistas / Material for bloggers and journalists
Published:
Aqui estão alguns textos sobre o meu trabalho e algumas fotos minhas. Se você precisar de algumas dessas imagens em alta resolução - ou qualquer outra imagem do site - é só entrar em contato comigo que eu te envio na mesma hora (de verdade). Muito obrigada pelo interesse!

Here is some relevant text about me and my work (please scroll down for the english version) as well as a few pictures of me. If you need a high resolution version of any of these images - or any other picture on the website - please contact me and I will send it to you right away (really). Thank you for your interest!
Release
Pintora de talento reforça a tendência figurativa na arte contemporânea.
 

Suzanna Schlemm é um caso raro no grupo de artistas da sua geração. Desde que iniciou sua formação em artes, há doze anos, em Nova Iorque, ela se manteve fiel à pintura. Diferente da maioria dos seus colegas, que optou por instalações, video instalações, site specifics e outros meios mais conceituais como forma de expressão, Suzanna sempre encontrou na pintura tudo o que precisou para dar o seu recado.
Quando perguntada sobre sua profissão, Suzanna não responde “artista plástica”, e sim “pintora”. Não se limita “contemporânea”, mas se define “clássica”. Sofisticada e simples, forte e feminina. Sua pintura reúne opostos: é narrativa, mas não conta a história toda. É primorosa na técnica - mas carregada de emoção.

Nova série “A pele e oPano”
A figura no universo feminino dos tecidos
 

"Nesse grupo de trabalhos eu retirei a figura do seu contexto tradicional e me concentrei no que realmente me interessa, que é a própria figura em si.
Revendo minha tragetória, sinto que essa série evoluiu em direção à simplicidade. Sem as distrações e limitações de um “lugar”, as pinturas ficaram mais simples, mais diretas. O uso do tecido foi inicialmente um acidente, mas suas estampas,texturas e infinitas possibilidades fizeram sentido nesse ambientepredominantemente feminino.
Sinto que esse trabalho é um marco de uma longa jornada com o foco na essência do queeu quero expressar, o resultado do difícil processo de descartar a tudo o quenão faz parte dessa essência para que ela possa se revelar com mais clareza eforça."
Retratos
Uma nova abordagem para uma antiga tradição

“Por razões históricas, as pessoas associam o Portrait à umapintura antiga, sizuda, com aquela pessoa rígida que mais parece estar decastigo – afinal, devia estar mesmo, posando. O mundo mudou completamente masessa imagem continua a mesma. Como pintora, eu adoro retratar e o meu maiordesafio é fazer do retrato uma pintura solta, gestual, mas que ainda assimentregue a imagem da pessoa retratada e revele toda a sua personalidade. Não éfácil, mas para mim é o único jeito. Um objeto se define pela forma, mas osseres vivos, esses se definem pelo movimento.”

Para encomendar o seu retrato:

• Você não precisa posar, euuso fotos como referencia.
• Idealmente, eu mesma tiro a sua foto, mas se isso não for possível, você podeme enviar uma foto por email.
• Preços e formatos: 30cm x 40cm, óleo sobre tela - R$ 2.400,00 (esse valorpode ser pago em duas vezes.)
• Também trabalho com formato maiores
• Outras técnicas: Aquarela eGrafite
• Seu retrato é cuidadosamente embalado e enviado por Sedex
• Importante: encomendaspara o Natal só até o dia 25 de Novembro!
Carpas
A artista fala sobre suas pinturas de Carpas, tema recorrente em seu trabalho
 
“Estudei Belas Artes em Nova Iorque, em horário integral, em uma escola 100% focada na pintura com modelo vivo. Foi um excelente treinamento para quem, como eu,queria realmente aprender a pintar. Mas depois do primeiro ano pintando múltiplos modelos inseridos em cenários super complexos repletos de drapeados e os mais diversos elementos, comecei a sentir um desejo incontrolável de pintaralgo simples, mas não sabia bem o quê. No meio daquele treinamento quase militar, queria pintar alguma coisa movida pelo prazer, e não pela responsabilidade do aprendizado. Alguma coisa com menos rigor e mais liberdade.
Quando passei por uma lojinha chinesa e vi o tanque de carpas, foi um grande encontro. A imagem me impactou profundamente. Com a cabeça povoada de tintas e cores, vi apenas vermelho gerânio e azul cobalto – mas tudo em movimento, com leveza, transparências, sombras. Nunca pensei que eu encontraria a simplicidade que procurava com tanta poesia. Foi um momento verdadeiramente mágico.
Voltei para a escola e comecei a pintar as carpas. Nunca mais parei. Agora, tantos anos depois, elas talvez não tenham mais a simplicidade daquele início, mas para mim pintar carpas sempre vai ser um mergulho na paz, na beleza e no silêncio do mundo. Uma fuga da confusão humana em que estamos inseridos sem perceber, e da qual - por isso mesmo - é tão difícil escapar.”
 Crítica
"A ilusória familiaridade do mundo"
 

"É também sobre a estranha familiaridade das horas ordinárias que otrabalho de Suzanna Schlemm se debruça. É a inquietante estranheza que exala da banalidade da vida cotidiana. São como instantâneos fotográficos,fragmentos de acontecimentos corriqueiros, ignorados na desatenção dos dias,como o simples ato de afastar a cortina transparente para se olhar pelajanela... O ato de afastar esse “véu” intermediário, como dizia Alberti, quefazia a passagem entre “o olho e a coisa vista”.  E o que mais tem buscado a arte, ao menos desde o egressodos deuses, do que desvelar a ilusória familiaridade do mundo?" (Marisa Flórido)
Depoimento
"Uma artista corajosa”
 
“Suzanna Schlemm é, acima de tudo, uma artista corajosa. Em uma época onde todos os olhares estão voltados para o abstracionismo, ela marca seu trabalho com um figurativismo que reúne enorme valor artístico a um extremo bom gosto. Sua pintura nos faz lembrar como é bom parar de interpretar formas geométricas e abstratas para olhar claramente aquilo que é representado em suas telas e poder se apaixonar por algo que conhecemos.” (Chris Laclau, arquiteta)
Bio

Suzanna Schlemm nasceu em 1971, no Rio deJaneiro. Formada em Comunicação, foi redatora publicitária durante 10anos antes de se voltar para pintura, trabalhando principalmente nas agenciasOgilvy & Matther e DPZ. Em 2001 ela se mudou para Nova Iorque para estudarpinura e iniciar o que acabaria se tornando a sua segunda carreira.
Em Nova Iorque, Suzanna foialuna tempo integral da Faculdade de Belas Artes New York Studio School, onde ganhoumúltiplas bolsas de estudo. Ela também realizou diversos cursos paralelosnas escolas School of Visual Arts, NY Arstists League e ParsonsSchool of Design.
Hoje, Suzanna vive e trabalhaem São Paulo, e suas pinturas fazem parte de coleções particulares em todo omundo.

 
Exposições:

2011 • Ward-NasseGallery, Nova Iorque • coletiva “Women in Arts”
2010 • CentroCultural Correios, Rio de Janeiro • Grupo Parede
2009 • AtelierClementtina, Rio de Janeiro • Individual
2008 •Northampton Center, Northampton, US • Individual
2007 • Parquedas Ruínas, Rio de Janeiro • Grupo Parede
2006 •International Museum of Women, S. Francisco • Web 2001 • Roomn.1, New York • Coletiva


Publicações:

2011 • Strokesof Genius 3 – The best of  Drawing • Ed. NorthLight Books


Formação:


2001/2002 • NewYork Studio School, New York
2001/2002 • Schoolof Visual Arts, New York
2001 • ParsonsSchool of Design, New York
2001 • New YorkArts Students League, New York
1998/1999 •Escola de Artes Visuais Parque Lage, Rio de Janeiro
1992 • Faculdade Hélio Alonso, Rio de Janeiro

Entrevista
Revista São José Polo, SP, 2010



1) Como começou a sua relação com a arte? Quantos anos você tinha? Algum familiar ainfluenciou? 

A minha relação com a arte não teve uma data de início definida. Acho que ela existiu desde sempre. Sinto que arte não é algo externo à gente, não é uma“coisa” que habita o mundo do lado de fora. Para mim, a arte é menos “algo” emais um meio, um jeito de olhar o mundo e trocar figurinha com ele. As minhas melhores memórias da infância são de brincadeiras onde eu criava algo significativo a partir de elementos banais a minha volta: colagem com florzinhas do jardim, bichinhos de barro… brincadeiras que eu inventava com o que eu tinha ao meu alcance. Quando a coisa dava certo (seja lá o que isso querdizer), isso me gerava um êxtase, uma alegria… eu não sabia bem o que eu estava fazendo, mas vivia inventando brincadeiras procurando essa sensação. Quando eu tinha 6 anos, minha mãe me perguntou o que é felicidade e a minha resposta foi:“Felicidade é quando a gente está fazendo alguma coisa que está dando certo”. Eu me lembro dessa pergunta, foi num dia em que eu estava muito animada fazendo uma colagem, e era dessa alegria que eu estava falando na minha resposta. Até hoje, toda a vez que eu fico animada com uma pintura que está indo bem, da qual estou gostando, que está conversando comigo, eu me lembro dessa pergunta, dessa alegria infantil, porque ela é exatamente a mesma. Por que será que a gente diz que criança “faz arte”? A diferença entre o artista e a criança é que o artista cresceu, se sofisticou, se tornou mais consciente do processo, da própria expressão, enfim, complicou um pouco a coisa, tornou o jogo mais interessante. Mas a essência é a mesma: fazer arte é brincar. E vice-versa. Bom, é claro que, além dessa pré-disposição, tem também o fato de que a minha mãe é uma grande pintora (Abigail Schlemm). Quando ela começou a pintar eu tinha quase 10 anos, e eu cresci vendo um atelier funcionando a todo vapor dentro de casa.


2) A pintura era um hobby quando você trabalhava como redatora? Essa relação era conflituosa para você?


A pintura para mim nunca foi um hobby. Acho que as pessoas que tem algum hobby têm uma relação de prazer com a atividade, é quase um descanso mental, uma distração da rotina estressante do trabalho. Não era essa a minha relação com a pintura, eu não queria estudar pintura nas horas vagas, até porque publicitário não tem“hora vaga”. A minha história com a pintura era mais comprometida, pintar para mim era um projeto, algo que eu realmente queria aprender a fazer. Eu tinha uma grande ambição: eu queria pintar bem. Eu não sabia exatamente o que eu iria fazer com isso, não estava certa se eu queria mudar de profissão, mas eu sentiaum mundo de imagens dentro de mim procurando uma saída. O engraçado é que eu era redatora, e no entanto a expressão visual começou a ficar cada vez mais importante para mim. Sem nem saber pegar no lápiz direito eu me sentia uma impressora quebrada. Então eu fiz o que estava ao meu alcance, me inscrevi emum curso noturno no Parque Lage, que é a principal escola de artes aqui no Rio. Não deu certo. Eu percebi que não aprenderia os recursos que buscava em uma aula semanal com professores que estavam mais preocupados com a expressão do que com a técnica. A partir daí começou a encrenca, pois eu percebi que, para realmente investigar essa questão com a pintura seria necessário uma ruptura com a minha carreira, mesmo que fosse provisória. Aí foi muito conflituoso sim, não apenas pela questão financeira, mas porque eu também gostava muito do trabalho de criação em agência. Chegou uma hora que eu tive que tomar uma decisão, e não foi fácil.

 
3) Como foi o momento da virada: ir para Nova York estudar pintura e deixar a publidade?

Foi duro! Muito duro. Muita angústia, uma paúra sem tamanho. Por um alinhamento de fatores, a tal virada foi de tudo: trabalho, casamento, endereço… naquela época, várias coisas aconteceram ao mesmo tempo. Em um mesmo semestre, eu me separei e fui demitida. De repente, não tinha ninguém me esperando em casa à noite e nem na agência de manhã. Eu estava só, até o cachorro fugiu. E no meio da confusão desse período, que tinha tudo para ser deprimente, eu comecei aperceber em mim uma sensação estranhamente boa, libertadora, quase eufórica. Não tem ninguém me esperando? Uau. De repente eu percebi que a minha vida estava perfeita… mente chata. E uma vozinha começou a crescer dentro de mim: “é agora ou nunca”. Aí é claro, imediatamente várias propostas de emprego super interessantes apareceram, mas já era tarde, eu já tinha entendido que eu precisava investigar o tal mundo das imagens, dar saída para tudo o que eu tinha dentro de mim, e que aquela era a minha oportunidade. Sabia que se eu ficasse por aqui em breve estaria trabalhando de novo, possivelmente em um relacionamento de novo, quem sabe com filhos… eu não era mais criança, já tinha30 anos. Eu sempre quis morar em NY (quem não quer?) e tinha uma prima minha morando lá. O dólar estava igual ao real… as peças foram se encaixando, a vozinha foi ficando mais alta. É claro que também tinham as outras vozes, graves, imponentes, que basicamente diziam: “tá louca?” Essas outras vozes eram difíceis de ignorar, até porque elas vinham de dentro e de fora: de mãe, de pai, de amigo, enfim, de gente responsável. Não sei como eu arrumei coragem e fui mesmo assim. Na noite antes de embarcar eu ganhei um prémio bacana do mercado publicitário (“Profissionais do ano”) e não fui à cerimônia de entrega porque estava em casa arrumando a mala.

Esse passo maior do que a perna, no vazio, é um do qual eu tenho o maior orgulho. Foi uma grande superação para mim ter conseguido ir contra o meu próprio bom senso, ter conseguido perceber que “responsabilidade” é uma coisa relativa, e que às vezes o maior risco é não correr risco nenhum. Isso vai totalmente contra a minha natureza, até hoje eu não sei bem como eu consegui processar tudo isso e terido em frente, me reinventado.

 
4) Vocêacreditava que seria possível viver da pintura? Foi fácil fazer essa escolha? Você teve apoio?

Eu não sabia nem se eu conseguiria pintar, quanto mais viver de pintura! O estudo da pintura era um mistério para mim, eu não sabia como alguém poderia me ensinar a pintar. É claro que, depois que a gente vai para a escola de artes, percebe que isso é um mito e que, na prática, é possível aprender pintura como quem aprende italiano. O apoio que eu tive foi ter tido essa prima minha morando lá. Fora isso, na minha família a opinião geral foi “pirou de vez”. A minha mãe, que já era uma pintora bem sucedida, contraditoriamente foi a que mais foi contra. Hoje eu entendo melhor a preocupação dela: quando ela própria fez essa escolha ela contava com um suporte no casamento que eu não tinha (e não tenho até hoje). Então não, não tive apoio. E logo em seguida as torres gêmeas caíram e tudo piorou de vez, a pressão para voltar foi enorme. Eu tinha acabado de ganhar uma bolsa na faculdade, não queria abandonar tudo, mas eu mesma estava apavorada. Cada vez que o trem do metrô ficava parado nos trilhos um tempinho mais longo, pronto, eu já achava que era ataque terrorista e que eu seria mais um nome na lista das pobres vítimas brasileiras perdidas em NY.


5) O quemudou em você depois de acabar os estudos em Nova York e decidir viver de arte? Sua visão de mundo se tornou mais sensível? O que mudou em você como pessoa?

Tudo mudou. Foram duas experiências sobrepostas: morar em NY, e estudar pintura. Não dá para sair ilesa. Nova Iorque, como diz um amigo meu, é a “inspiração em formade cidade”. Tudo vibra. Ninguém simplesmente “mora” em NY, todo mundo está ativamente “fazendo” alguma coisa, todo mundo tem um objetivo claro, seja ganhar um milhão de dólares, abrir um Café ou estudar pintura. Não sei bem qual é a confluência de energias que faz a cidade ser assim, mas a gente sente isso no ar, no jeito que as pessoas andam, como setas. Em NY você tem que ser profissional até para atravessar a rua. Na minha escola (New York Studio School) o horário era integral. Das 9h às 13h pintura, 15 minutos para almoço (quinze minutos!), História da Arte de 13:15 às 14h, e desenho das 14h às 18h.São oito horas de aula prática diária, sem falar nas paletras às 19h. Como eu também trabalhava na escola para ajudar a pagar o semestre, eu praticamente morava lá. O semestre começa com duas semanas do que eles chamam de “maratona de desenho”. Só posso dizer que o curso não se chama maratona à toa. O desgaste físico é brutal. Quando me lembro dos “sábios” conselhos que ouvi, para deixar a pintura para a aposentadoria, eu não consigo deixar de rir. Seria meio difícil agüentar o tranco.
Bom, essa é a parte “Nova Iorque”. A parte “estudar pintura” é mais difícil de explicar. Émais fácil dar o recado mostrando as pinturas. Afinal, pela sua própria natureza, a pintura não é verbal, é outra linguagem, outro mundo, uma forma inteiramente diferente de pensar e se expressar. Para mim, pintar é multiplicar por mil a sua capacidade de troca com o mundo. Acho que foi Degas que disse que“pintura não é o que você vê, é o que você faz os outros verem”. Mais de uma vez as pessoas olharam para pinturas minhas e se voltaram para mim com os olhos cheios de lágrimas. Eu fiquei meio sem graça, mas sorri, olhei de volta, abracei a pessoa. Não foi preciso dizer nada, ou melhor: não é possível dizer nada. De estalo acontece uma conexão profunda, íntima, e muda com uma pessoa que às vezes você mal conhece. Não existe comunicação mais completa do que essa. Para mim, que sempre fui redatora, é muito bom poder descansar das palavras.


6) Quaismovimentos artísticos e quais pintores/ escultores/ fotógrafos influenciam asua obra?


Dos pintores do passado, acho que as minhas influências mais importantes são Degas, Matisse, Klimt, Egon Schielle e Helene Schjerfbeck, uma pintora finlandesa genial, que eu não sei porque não é mais conhecida.
E entre os pintores contemporâneos, gosto muito da Jenny Saville, do Eric Fishl, da Allyssa Monks e do Alex Kanevsky.

 
7) Como vocêdefine o seu trabalho?

Depende do dia.
Meu trabalho é uma tentativa de revelar a poesia escondida nos momentos banais. Uma tentativa de trazer à luz, para mim mesma e para os outros, um universo de imagens e símbolos que compõem a minha mitologia pessoal. Uma mistura entre o que eu quero fazer e o que eu acabo fazendo no processo. Um re-encontro com uma antiga conhecida de seis ou sete anos de idade que mora quietinha dentro demim, sempre esperando a oportunidade de dizer “oi”.

 
8) Algumprêmio e/ou alguma exposição mais importante que você queira citar?

A minhaúltima exposição, em janeiro desse ano, com o Grupo Parede, no Centro Cultural dos Correios. Foi muito emocionante expor em um prédio histórico tão bonito como os Correios e fazer parte do circuito cultural da cidade.

 
10) Fale deum grande sonho e de um projeto futuro.

O projetofuturo é iniciar uma relação com alguma galeria em São Paulo, para onde acabo de me mudar.
O grandesonho é ser pintora, e esse eu já estou vivendo. Um sonho que ainda precisa dealguns ajustes, é claro: mais horas de atelier e menos horas com o resto do mundo. Aos poucos eu chego lá.

 
Statement
No need to say anything, and yet everything is understood.

Painting for me is a very intense form of communication.
A communication that takes place in a really deep level, where words don't exist.
When you look at one of my paintings, you are looking directly into my soul.
There is no need to say anything, and yet everything is understood.
When I paint, I get lost in this silent world.
And for me, it is much more eloquent then the real world we live in.

I believe all human beings are wired with that magical form of communication,
which is much more beautiful and efficient then language.
We all have that "cable connection".
It's called art.



Statement 2
The invisible veil of familiarity

We are constantly surrounded by poetry, but only sometimes we are able to see it.
When it happens, it is usually not on special occasions nor in fascinating settings, but rather during our most banal routines in the most familiar places.
So often I see breathtaking poetry in ordinary moments – and none in those where it is formally expected.
It is this invisible veil of familiarity that I try to lift with my painting.
About recent work
The "Flesh and Fabric" series

In my latest paintings I have removed the figure from it's traditional figurative environment and focused on what I am really interested in, which is the figure itself.
Looking back at my trajectory, I feel this work has evolved toward simplicity. Without the distractions and limitations of a “place” around the figures, the paintings go straight to the point. The use of fabric was initially an accident, but it’spatterns, textures and infinite possibilities made sense in this mostly feminine environment.
I feel this work is a milestone in a long journey of focus on the essence of what I want to express, the result of letting everything else go so that this essence can reveal itself clearly. I call these paintings the “Flesh and Fabric” series.
Critic
The illusory familiarity of the world

“Suzanna’s work examines thestrange familiarity of ordinary moments. It is the restless discomfort exhalingfrom the banality of quotidian life. Her paintings are like snapshots,fragments of trivial events ignored through the distracting passing of days,like the simple act of opening the drapes to look out the window…The actunveiling this intermediate layer, as Alberti said, is what make the passagebetween “the eye and the thing seen.”And what else has art searched, at leastsince the departure of the Gods, besides revealing the illusory familiarity ofthe world?” – Marisa Florido, Art Critic
Bio

Suzanna Schlemm was born in 1971, in Rio deJaneiro, Brazil. Before becoming apainter, she majored in Communications and was a copywriterfor 10 years, having worked mainly at the agencies Ogilvy & Mather and DPZPropaganda.
In 2001Suzanna moved to NYC to study painting and begin what would become her secondcareer. She enrolled as a full-time student at The New York Studio School,where she earned multiple scholarships. She also took various classes at the School ofVisual Arts, NY Arstists League and Parsons School of Design. Today, Suzanna lives and works in São Paulo, Brazil. Her paintings hang in various private collections around theworld.

Exhibits:
2011 • Ward-Nasse Gallery, New York • Group showWomen in Arts
2010• Centro Cultural Correios, Rio de Janeiro • Group show
2009 • Atelier Clementtina, Rio de Janeiro •Solo
2008 • Northampton Center, Northampton • US Solo
2007 • Parque das Ruínas, Rio de Janeiro • Groupshow
2006 • Intl. Museum of Women, S. Francisco•  Web
2001 • Room n.1, New York • Group Show

Publications:
2011 • Strokes of Genius 3 – The bestof drawing • North Light Books
 
Education:
2011 •Tomie Ohtake Institute, São Paulo, Brazil
2001/2002• New York Studio School, New York (scholarship)
2001/2002• School of Visual Arts, New York
2001 •Parsons School of Design, New York
2001 •New York Arts Students League, New York
1998/1999• Escola de Artes Visuais Parque Lage, Rio de Janeiro
1992 • University Hélio Alonso, Rio de Janeiro (BA)