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O projecto de arquitectura paisagista presente surge no âmbito da unidade curricular Projecto de Arquitectura Paisagista III, que tem como finali… Read More
O projecto de arquitectura paisagista presente surge no âmbito da unidade curricular Projecto de Arquitectura Paisagista III, que tem como finalidade introduzir o discente no exercício do projecto de execução de arquitectura paisagista, que no presente caso utiliza já a ferramenta de desenho informático AutoCAD®, por entretanto já ter frequentado as aulas de Projecto Assistido por Computador. A área de projecto em causa será a envolvente da Cantina do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, sedeado na Tapada da Ajuda. Programa de Intervenção e Análise Paisagística A cantina do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa situa-se na Tapada da Ajuda, uma zona de transição entre a cidade e o Parque Florestal de Monsanto, caracterizando-se por ser uma instituição de Ensino Superior com localização privilegiada. O espaço envolvente da cantina é caracterizado por ser um espaço descontextualizado das suas funções, que não corresponde às exigências que um espaço desta natureza deverá ter para responder às necessidades da população da Tapada da Ajuda, nomeadamente de conforto, de ordem e efeito estético e paisagístico. A nível físico é um espaço parcialmente protegido a Nordeste, donde é dominante a direcção do vento, e desprotegido a Sul da forte exposição solar a que se faz sentir toda a área de projecto. A nível construtivo, há a ausência de uma plano prévio de estruturação do espaço e da sua vivência exterior, salientando-se o forte desnível entre pavimentos, escadas mal executadas, rampas ineficientes, incoerência de materiais e a má drenagem que se faz sentir a quando da ocorrência de precipitação. É também um espaço com fraca manutenção, que não satisfaz os requisitos para o qual está a ser utilizado, isto é, quando não estão a decorrer actividades lectivas, esta é uma das poucas opções para a concentração dos alunos, nomeadamente nos tempos mortos, como a hora de almoço. Neste sentido, o programa de intervenção irá incidir na renovação do espaço envolvente da cantina, com o objectivo de transformar num espaço de reunião entre alunos e professores, um espaço acolhedor, confortável, onde qualquer pessoa possa almoçar no exterior no período primaveril e estival, em que se possa estudar, conviver e conversar com os colegas, onde possam ocorrer eventos, que seja esteticamente apelativo e confortável, integrando a cantina no espaço circundante, deixando apenas de ser um elemento disperso pelo pólo universitário principal da Tapada da Ajuda. Proposta de Intervenção A proposta de intervenção para a envolvente da cantina baseia-se na recriação do espaço com o intuito de colmatar as suas fraquezas, pretendendo-o transformar num pólo atractivo e confortável para os seus utilizadores, e ao mesmo tempo, ser uma peça central da vivência universitária. Para tal, optou-se por criar uma lógica que centralize o elemento cantina. Para tal, usou-se uma malha de células rectangulares que seguem a directriz da fachada da cantina, estruturando os espaços verdes em vários patamares e sectores, criando a noção de um conjunto. É dentro desta malha que se insere uma das peças chave do projecto: o deck. Este deck, localizado a todo o comprimento da fachada da cantina pretende ser um espaço de socialização entre estudantes e docentes universitários, comportando um conjunto de mesas e bancos que permitam a realização de refeições no exterior, aproveitando-se a vista da vinha, enquadrada por uma pérgola que vinque bem os limites do espaço, para que os mesmos não se percam na nova estrutura da envolvente da cantina, além do ensombramento. Num patamar superior ao deck, e ligado a este por umas escadas e uma rampa, localiza-se um outro espaço com finalidades diversas do primeiro. Este espaço pretende ser um espaço de descontracção e encontro entre a população universitária a nível informal. Esta informalidade é dada pela confluência dos caminhos vindos da biblioteca da instituição e do edifício principal, através de uma esplanada de traçado arredondado sobranceiro a um relvado. Este relvado pretende ser o local onde os estudantes possam sentar-se a conversar num ambiente soalheiro, a ler um livro, ouvir música ou namorar, tendo como função primordial ser uns parênteses à vida académica de estudo. Também neste patamar existe um recanto situado junto à casa dos jardineiros dedicado ao lazer, com bancos. É um espaço elevado face ao nível da estrada, junto a um dos locais de circulação, onde os seus utilizadores poderão estar confortavelmente instalados e observar o que se passa à sua volta. A envolver este espaço heterogéneo de vivências, como a circulação e o lazer, está um maciço arbóreo de árvores perenes que protege dos ventos de direcção Nordeste e isola o espaço da estrada imediatamente ao lado, como também uma pérgola, que define uma área de ensombramento (esplanada) e o seu limite visual face ao patamar do deck, enquadrando a vista na direcção da vinha. A casa dos jardineiros assumiu-se como outro problema, que não podendo ser removida, deverá também ser enquadrada no espaço. Para tal proceder-se-á à construção de uma estrutura de madeira que funciona como pérgola sobre este volume, que disfarçará as suas formas pouco estéticas, integrando-o numa nova harmonia espacial para a envolvente da cantina, com diferentes espécies de trepadeiras de flor perfumada. Relativamente aos espaços de circulação, vulgo caminhos, teve que se proceder a alguns ajustamentos. Desta forma, para construir o deck, e criar um ambiente contínuo dos espaços ajardinados, será necessário romper com o caminho que atravessa a zona sul da cantina e reactualizando-o para junto da estrada. Este relocalização do caminho tem outro objectivo: o de dar aos estudantes e professores uma interessante e completa visão do espaço ajardinado criado, que só pode ser contemplado na sua totalidade a partir deste. O espaço ajardinado entre o deck e o caminho sobranceiro à estrada é caracterizado pela construção de vários patamares de limites irregulares, que fazem ângulos de 90º, que seguem sempre as linhas directrizes do edifício da cantina. Dentro de cada patamar surgem sectores a que corresponde uma espécie herbácea, arbustiva e arbórea, de floração diversificada ao longo do ano e cor. Esta solução permite também criar uma dinâmica de contraste claro-escuro, que focalizam as vistas na direcção da vinha e do deck, além de ser um espaço que ofereça diversidade textural e estética, evitando-se a monotonia e a existência de booms de floração e períodos sem qualquer flor. No fundo, todo o projecto pretende dar vida e valorizar a envolvente da cantina, explorando as suas potencialidades e tirando partido das suas especificidades, como o local de encontro de pessoas, de ligação entre os locais mais importantes do pólo universitário principal da Tapada da Ajuda, a exposição a Sul e a vista para a vinha. Read Less
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Projecto de Execução
Cantina do Instituto Superior de Agronomia
Plano Geral
O projecto de arquitectura paisagista presente surge no âmbito da unidade curricular Projecto de Arquitectura Paisagista III, que tem como finalidade introduzir o discente no exercício do projecto de execução de arquitectura paisagista, que no presente caso utiliza já a ferramenta de desenho informático AutoCAD ®, por entretanto já ter frequentado as aulas de Projecto Assistido por Computador.
                A área de projecto em causa será a envolvente da Cantina do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa, sedeado na Tapada da Ajuda.


Programa de Intervenção e Análise Paisagística              
 A cantina do Instituto Superior de Agronomia da Universidade Técnica de Lisboa situa-se na Tapada da Ajuda, uma zona de transição entre a cidade e o Parque Florestal de Monsanto, caracterizando-se por ser uma instituição de Ensino Superior com localização privilegiada.
                O espaço envolvente da cantina é caracterizado por ser um espaço descontextualizado das suas funções, que não corresponde às exigências que um espaço desta natureza deverá ter para responder às necessidades da população da Tapada da Ajuda, nomeadamente de conforto, de ordem e efeito estético e paisagístico.
                A nível físico é um espaço parcialmente protegido a Nordeste, donde é dominante a direcção do vento, e desprotegido a Sul da forte exposição solar a que se faz sentir toda a área de projecto. A nível construtivo, há a ausência de uma plano prévio de estruturação do espaço e da sua vivência exterior, salientando-se o forte desnível entre pavimentos, escadas mal executadas, rampas ineficientes, incoerência de materiais e a má drenagem que se faz sentir a quando da ocorrência de precipitação.
                É também um espaço com fraca manutenção, que não satisfaz os requisitos para o qual está a ser utilizado, isto é, quando não estão a decorrer actividades lectivas, esta é uma das poucas opções para a concentração dos alunos, nomeadamente nos tempos mortos, como a hora de almoço.
                Neste sentido, o programa de intervenção irá incidir na renovação do espaço envolvente da cantina, com o objectivo de transformar num espaço de reunião entre alunos e professores, um espaço acolhedor, confortável, onde qualquer pessoa possa almoçar no exterior no período primaveril e estival, em que se possa estudar, conviver e conversar com os colegas, onde possam ocorrer eventos, que seja esteticamente apelativo e confortável, integrando a cantina no espaço circundante, deixando apenas de ser um elemento disperso pelo pólo universitário principal da Tapada da Ajuda.


Proposta de Intervenção
A proposta de intervenção para a envolvente da cantina baseia-se na recriação do espaço com o intuito de colmatar as suas fraquezas, pretendendo-o transformar num pólo atractivo e confortável para os seus utilizadores, e ao mesmo tempo, ser uma peça central da vivência universitária.
Para tal, optou-se por criar uma lógica que centralize o elemento cantina. Para tal, usou-se uma malha de células rectangulares que seguem a directriz da fachada da cantina, estruturando os espaços verdes em vários patamares e sectores, criando a noção de um conjunto. É dentro desta malha que se insere uma das peças chave do projecto: o deck. Este deck, localizado a todo o comprimento da fachada da cantina pretende ser um espaço de socialização entre estudantes e docentes universitários, comportando um conjunto de mesas e bancos que permitam a realização de refeições no exterior, aproveitando-se a vista da vinha, enquadrada por uma pérgola que vinque bem os limites do espaço, para que os mesmos não se percam na nova estrutura da envolvente da cantina, além do ensombramento.
Num patamar superior ao deck, e ligado a este por umas escadas e uma rampa, localiza-se um outro espaço com finalidades diversas do primeiro. Este espaço pretende ser um espaço de descontracção e encontro entre a população universitária a nível informal. Esta informalidade é dada pela confluência dos caminhos vindos da biblioteca da instituição e do edifício principal, através de uma esplanada de traçado arredondado sobranceiro a um relvado. Este relvado pretende ser o local onde os estudantes possam sentar-se a conversar num ambiente soalheiro, a ler um livro, ouvir música ou namorar, tendo como função primordial ser uns parênteses à vida académica de estudo. Também neste patamar existe um recanto situado junto à casa dos jardineiros dedicado ao lazer, com bancos. É um espaço elevado face ao nível da estrada, junto a um dos locais de circulação, onde os seus utilizadores poderão estar confortavelmente instalados e observar o que se passa à sua volta. A envolver este espaço heterogéneo de vivências, como a circulação e o lazer, está um maciço arbóreo de árvores perenes que protege dos ventos de direcção Nordeste e isola o espaço da estrada imediatamente ao lado, como também uma pérgola, que define uma área de ensombramento (esplanada) e o seu limite visual face ao patamar do deck, enquadrando a vista na direcção da vinha.
A casa dos jardineiros assumiu-se como outro problema, que não podendo ser removida, deverá também ser enquadrada no espaço. Para tal proceder-se-á à construção de uma estrutura de madeira que funciona como pérgola sobre este volume, que disfarçará as suas formas pouco estéticas, integrando-o numa nova harmonia espacial para a envolvente da cantina, com diferentes espécies de trepadeiras de flor perfumada.
Relativamente aos espaços de circulação, vulgo caminhos, teve que se proceder a alguns ajustamentos. Desta forma, para construir o deck, e criar um ambiente contínuo dos espaços ajardinados, será necessário romper com o caminho que atravessa a zona sul da cantina e reactualizando-o para junto da estrada. Este relocalização do caminho tem outro objectivo: o de dar aos estudantes e professores uma interessante e completa visão do espaço ajardinado criado, que só pode ser contemplado na sua totalidade a partir deste.
O espaço ajardinado entre o deck e o caminho sobranceiro à estrada é caracterizado pela construção de vários patamares de limites irregulares, que fazem ângulos de 90º, que seguem sempre as linhas directrizes do edifício da cantina. Dentro de cada patamar surgem sectores a que corresponde uma espécie herbácea, arbustiva e arbórea, de floração diversificada ao longo do ano e cor. Esta solução permite também criar uma dinâmica de contraste claro-escuro, que focalizam as vistas na direcção da vinha e do deck, além de ser um espaço que ofereça diversidade textural e estética, evitando-se a monotonia e a existência de booms de floração e períodos sem qualquer flor.
No fundo, todo o projecto pretende dar vida e valorizar a envolvente da cantina, explorando as suas potencialidades e tirando partido das suas especificidades, como o local de encontro de pessoas, de ligação entre os locais mais importantes do pólo universitário principal da Tapada da Ajuda, a exposição a Sul e a vista para a vinha.
Plano de plantação de árvores e arbustos
Plano de plantação de herbáceas
Plano de cálculo de movimentação de terras
Plano de drenagem pluvial