O Espaço.

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  • Se pensarmos na palavra Espaço como um meio físico definido por limites que o enquadram, optamos por  uma leitura que nos encaminha para o conhecimento de um lugar que nos é familiar e que nos suscita emoções e lembranças. Há o espaço da nossa casa, o espaço do nosso local de trabalho, o espaço da praça pública da nossa cidade limitada pelos edifícios envolventes, etc. E dentro do leque infinito de definições optamos por uma interpretação que nos limita a um espaço que conhecemos como lugar pertencente à nossa vida e à nossa Memória.
     
     
                A partir da análise do tema imposto surge a ideia de abordar o Espaço como o lugar limitado a um momento ou a uma situação especifica no tempo. O re-visitar de memórias, a identidade adjacente a um sítio, a memória do lugar como meio representativo de um espaço permitirá a própria representação desse mesmo espaço através de um conhecimento e de uma perspectiva pessoal que trará uma emoção e/ou uma sensação ao espectador que assiste ao resultado do registo fotográfico.
     
     
                O espaço aqui retratado é o antigo armazém referente à Empresa Metalúrgica de Castelo Branco que, no final do século XX, sofreu um vasto incêndio, deixando as instalações à mercê do abandono. A intriga neste espaço é criada pela sua utilização desde o incêndio, visto que, ao se tornar num local esquecido da cidade era de esperar a sua total alienação, porém, é considerado um "marco" na memória da cidade - pela sua localização e história - e é utilizado, muitas vezes, como cenário para projectos artísticos e cinematográficos.
     
     
    Março 2013