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Na busca por uma maior compreensão dos processos que envolvem a espiritualidade humana, iniciada desde a produção de meus primeiros trabalhos ret… Read More
Na busca por uma maior compreensão dos processos que envolvem a espiritualidade humana, iniciada desde a produção de meus primeiros trabalhos retratando os cultos afros na Bahia, mergulhei em mais um universo ritualístico, no qual pude vivenciar e documentar momentos muito além do próprio culto em si, nascendo assim o projeto Na Alma – tanto para responder minhas próprias indagações referentes a espiritualidade, quanto possibilitar a reflexão à respeito de um tema abstrato e distante, mas ao mesmo tempo tão presente no cotidiano. Já com esta ideia na cabeça, os caminhos da vida me levaram a conhecer uma pequena comunidade religiosa localizada na Chapada Diamantina – o Céu da Chapada, que preserva na expansão da consciência espiritual, um caminho para comungar com o divino através da bebida Ayahuasca – O Vinho das Almas. A palavra ayahuasca vem do quéchua, língua utilizada entre diversos povos primitivos da América do Sul, porém a bebida tem sua origem desconhecida, existindo evidências arqueológicas que indicam que a substância já era utilizada por diversas culturas do continente, como os Incas, a cerca de 5000 aC. No Brasil, o consumo ritual da ayahuasca foi expandido como uma nova doutrina baseada no sincretismo religioso cristão – O Santo Daime, que tem sua origem por volta de 1920 no interior da floresta amazônica, quando o neto de escravos, seringueiro e, na ocasião, funcionário do estado auxiliando na demarcação das fronteiras entre o Acre, Bolívia e Peru, chamado Raimundo Irineu Serra – o Mestre Irineu, teria sido apresentado à bebida através dos índios. A cultura envolvida no consumo ritual da ayahuasca no Brasil passou por processos de mudança desde sua origem, foi se encontrando com outras perspectivas de espiritualidade e absorvendo a própria diversidade religiosa brasileira. Neste aspecto, a ideia de documentar este universo tão profundo e sutil se tornou uma grande possibilidade de interpretar o que até então chamava apenas de espiritualidade. Ao longo do trabalho descobri que estava diante de algo bem maior do que imaginava, a que chamavam – a força. Com o intuito de produzir um suporte físico mais estável para a publicação do trabalho, desenvolvi um livro de fotografias, um objeto sensorial para a apreciação das imagens. Para tanto, o projeto gráfico do fotolivro Na Alma foi construído de forma à dialogar com a atmosfera estética das fotografias. Por isso a utilização de elementos e suportes que remetem à este ambiente natural e sutil é fundamental para trazer o belo a peça. O fotolivro Na Alma possui 104 páginas impressas em papel pólen de 75gr, formato de 13x18cm, encadernação capa dura à bradel, revestimento em tecido holandês e sobrecapa que quando aberta torna-se um pôster. Sua primeira edição foi desenvolvida com uma tiragem de apenas 03 exemplares, produzidos independente e artesanalmente. Em breve disponível para aquisição. Se interessou pela trabalho? Entre em contato comigo através do email: contato@raimundobritto.com Read Less
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