Ilustração & Filosofia

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  • A arte de resistir

    "A Moral, dá ao meu próximo o poder de me julgar pela mediocridade—moral é a “lei da média”, portanto, é a lei da maioria e da imagem, criada pela maioria para regulamentar a “normalidade” humana—, fazendo de mim, na melhor das hipóteses, um sobrevivente da mediocridade.

    Portanto, quanto mais submissão à lei moral, mais a mediocridade reina soberana, e mais a individualidade humana é desconhecida. E quando isto acontece a generalidade dos códigos da maioria é transformada em norma para uma espécie que não pode ser normatizada"

     
  • Metamorfose da alma

    Uma não fixidez da mente em nenhum padrão.
    Não nos conformamos com este século, com os padrões estabelecidos, com os ícones, com os idolos, com os panteões, com os elementos fixados, que lutam para que a gente assimile a imagem do ídolo e perca a nossa própria identidade.

    Ao contrário, a disposição precisa ser aquela do arrependimento, da renovação do entendimento e da não aceitação de nenhuma conformação que venha de fora, por que a gente só quer o trabalho  de forma de Deus construídos em nós a partir da essência pro lado de fora e que é contínuo e que dura para sempre, e acerca do qual a gente tem que dizer: eu combati o bom combate, eu completei a carreira, eu guardei a fé.

    Caio fábio d'Araújo
  • Num mundo zumbificado, amar é a maior revolução...
     
    "Pedras são sonhos na mão
    Flores que brotam, brotam do chão
    Se as pedras não voam os sonhos são em vão
    Em tempos de escuridão
    O sol se põe, se põe...
    Mas se um dias as pedras cantam...
    Se um dia as pedras cantam...
    Se cantam as pedras os sonhos dançarão.

    El efeceto pedras e sonhos"
    Discurso: Subcomandante Marcos - "La bala que mató a mi hermano"
  • Multiverso
     
    "..acha melhor sobreviver só mantendo distância
    de cada sonho que crescia na infância
    e cada esperança de criança se mistura ao ar impuro inspirado e espirado,
    por cada cidadão comum que deixa escorrer a liberdade
    na sargeta da calçada de concreto da cidade "

    Kamau - poesia de concreto
  • Imaginei
     
    Vai lá, onde está? Procure ali, talvez debaixo da mesa, seus pensamentos bem guardados na gaveta, vê lá. Essa noite, a vida continua, mas quem sabe… Dinamizar, capacitar a liberdade ausente. E nessa noite, faça com que se expanda o novo sentimento nascente.
    Bernardo Santos - Seletores de frequência
  • Abrigue-se

    Todas as cores que vejo, que você coloca na minha frente...
    você mudou. Sim, você me mudou...
    Por que eu te amo quando sei, te amo quando sei,

    Porque eu, eu estou viciado.
     
    Sonny Sandoval - POD
  • Distinto nobre aristocrático excelentíssimo Senhor das guerras

    Já implodidos como indivíduos, agem se explodindo com o mundo que possa explodir com eles...
    É mais fácil conquistar uma cidade do que dominar a si mesmo. Esta é a guerra das guerras, e onde todas as guerras começam: a nossa carne, segundo Tiago. É mais fácil se entregar aos lobos de nossa carne e às suas hienas, do que enfrentar as forças que em nós operam pelo pendor da morte, que é resultado da fobia da morte, a qual, paradoxalmente, gera inclinação para a morte, assim como um homem que teme as alturas, posto à beira de um parapeito elevado, ao invés de se jogar para dentro, estranhamente, se sente inclinado e chupado para o abismo. Quem foge do auto-enfrentamento, pode vencer o mundo inteiro, mas nada ganha na vida, pois, a única vitória que importa é aquela que me põe sob o comando da Luz da Verdade, e de cujo encontro eu não fujo, ao contrário, até mesmo o busco.

    Caio fábio d'Araújo
  • Apogeu do Bigbrother 1984
     
    Não há verdade nem mentira no hiper-espetáculo. Somente imagens para voyeurs. Imagens viróticas. Mortalmente obscenas: o olhar firme de Saddam quando lhe ajeitaram a corda no pescoço; a discussão com os carrascos; a oração como um desafio; o olhar sereno de Bush depois de mentir para justificar a invasão do Iraque e de justificar a morte de Saddam com a mentira de um julgamento sob encomenda. Vale lembrar: ideologia é sempre o pensamento do outro; barbárie é sempre a loucura alheia. Imagens. Apenas.
    No ápice da civilização, a sociedade “midíocre” e hiper-espetacular, impera a lei de talião: olho por olho, dente por dente, pescoço por pescoço, imagem por imagem. A pena de morte é o outro nome do assassinato. Estatal. Mesmo que se trate de assassinar um assassino. O que restará de tudo isso? O que restará desses processos midiáticos pretensamente exemplares? Nada mais do que imagens. Se o 11 de setembro rompeu a “greve dos acontecimentos” na linguagem de Jean Baudrillard ele já não passa agora de uma imagem de retrospectiva, um cartão postal da estupidez humana com grandes chances de integrar o álbum das imagens do século XXI. A imagem do segundo avião avançando para bater na torre será certamente uma das imagens antropológicas mais exatas para indicar o exato momento do fim. Fim da humanidade. O humanismo já estava morto desde a Segunda Guerra Mundial. Fim de uma imagem de homem.
    (O estado assassino não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediada por imagens)
    “Debord e o Hiper-espetáculo” - Juremir Machado da Silva
  • Luv Bird
     
    O cotidiano da vida dos pássaros urbanos pode nos mostrar que a simplicidade de ouvi-los, observá-los, pode nos tirar da rotina sistemática que somos obrigados a ver e atuar. Suas atividades como o simples dispersar de sementes, o esforço do canto que sobressai os barulhos do caos, nos leva a pequenos momentos de liberdade e outras perspectivas sobre o que significa a verdadeira felicidade.
     
  • Ao romper da aurora
     
    Desperta a cidade, o sol no céu flutua, ele é a mocidade, a saudade é a lua/
    A felicidade promete mas não vem, lá vem a saudade, e saudade é "querer bem"/
    Quando chega o dia, desaparece a tristeza, fica a alagria pela própria natureza.
    Ismael Silva
  • Pedazo del alma
     
    "Si las cosas que uno quiere
    se pudieran alcanzar,
    tú me quisieras lo mismo
    que veinte años atrás.
    Con qué tristeza miramos
    un amor que se nos va
    Es un pedazo del alma
    que se arranca sin piedad."
    Buena vista social club
  • Colonize .ink
     
    Conquistando novos mercados
  •      Marginália
     
          Seja marginal, seja héroi
          Hélio Oiticica