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Ilustração feita para exposição Garota de Ipanema, da Urban Arts.
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Ilustração selecionada para compor a exposição "Garota de Ipanema" da Urban Arts, em homenagem aos 100 anos de Vinicius de Moraes. A exposição aconteceu do dia 1 a 11/10 em São Paulo e em Berlin, na Alemanha. 
"Olha que coisa mais linda
Mais cheia de graça
É ela menina
Que vem e que passa
No doce balanço, a caminho do mar
Moça do corpo dourado
Do sol de Ipanema
O seu balançado é mais que um poema
É a coisa mais linda que eu já vi passar
Ah, porque estou tão sozinho
Ah, porque tudo é tão triste
Ah, a beleza que existe
A beleza que não é só minha
Que também passa sozinha
Ah, se ela soubesse
Que quando ela passa
O mundo inteirinho se enche de graça
E fica mais lindo
Por causa do amor"
A ideia de ilustrar minha versão da Garota de Ipanema, minha canção preferida de Vinicius, só me rendeu sorrisos. Me inspirei em diversos elementos e destrinchei o significado da música numa visão bem particular.
 
O "doce balanço" da "menina que passa" é traduzido por suas formas arredondadas, as cores quentes e frias se entrelaçam como poesia e reforçam a ideia de unidade entre a garota, o sol e o mar. A expressão despretensiosa de uma moça comum caminhando na praia, o vento, o biquini homenageando os anos 60 (quando a canção foi criada), a música metaforizada pelo brinco de clave de sol, a tatoo e as texturas representando Ipanema. 
E o texto que acompanha a ilustra: "Minha garota de Ipanema é cheia de bossa. Ela caminha toda prosa, cantarolando, se sentindo bem consigo mesma. Ela ama cor. Ela ama o mar. Mas foi o mar de Ipanema que tomou seu coração, fez até tatuagem para o Rio pra agradecer o bem que já lhe fez. Ela tropeça na areia, dá risada de si mesma. Ela tem um quadril do tamanho do mundo, mas a atitude acompanha essas proporções. Já chorou rios por causa do excesso de curvas, mas mandou os mitos de beleza pras cucuias e foi ser feliz. Não é afetada. O cabelo bagunça e vira um nó sem fim com o vento praiano, ainda bem q ela nem se deu ao trabalho de passar creme - nada que um mergulho no mar não resolva. Nada mesmo. Ela tem um quê sessentista, por isso vive com seu biquini de bolinhas, afinal todo mundo tem um chamego das antigas. Ela usa o seu brinco da sorte em formato de clave de sol, porque sabe-se lá quando um dia comum pode se tornar extraordinário. Vai que ela vira canção".
A ilustração também foi publicada na Revista Vila Cultural, da Livraria da Vila, na edição de dezembro/13.
Créditos: Urban Arts
Créditos: Urban Arts
Créditos: Urban Arts
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