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"Book . Object" questions the value of the book nowadays.
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Há quase meio século, escutou-se pela primeira 
vez a profecia da morte do livro impresso. 
Foi em 1962, e o profeta tinha nome que haveria de 
soar a visionário: Marshall McLuhan. (…) 
Certo é que o caudal dos livros que se folheiam com os dedos, 
os livros impressos, não parou de aumentar. (…)

No século II d.C dá-se um acontecimento importante 
na história do livro: o códex, isto é, o livro composto por 
páginas que se viram, substitui o rolo. 
A invenção da tipografia, em 1450, veio, por sua vez, 
modificar o códex de uma maneira que o tornou naquilo 
que ainda hoje perdura. O livro é, assim, uma das mais 
persistentes e duradouras tecnologias. (…) Quando se passa 
para o livro electrónico (…) dá-se uma revolução da leitura, 
pois ler num ecrã não é o mesmo que ler num códex.


António Guerreiro, "O Livro Digital e o Demónio da Analogia", in Ideias & Debates

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Tendo em conta expressões como Bíblia de 42 linhas,
rolos de dezenas de metros de papiro, e-book e luxuoso 
e o excerto transcrito anteriormente, a intenção foi a de criar um
objecto que questionasse a posição e a durabilidade do livro impresso
nos nossos dias. Com base no aspecto gráfico da Bíblia de Guttenberg,
o texto de Paulo Cotrim ("O objecto . O livro") é impresso em dourado,
sobre papel higiénico preto, produto simbolicamente depreciativo,
mas com a cor preta que lhe atribui sofisticação.

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Having in mind some words like 42-lines Bible, rolls of ten meters of papyrus,
e an 
object which questioned the position and the durability of the printed book
nowadays. Based on the graphic appearance of Gutenbert's Bible, the text by
Paulo Cotrim ("O objecto . O livro") is gold-printed on toilet paper, product
that symbolizes something derogatory, but black — sofistication.

 


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