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Análise do semiótica filme Baraka utilizado a concepção triádica – primeiridade, secundidade e terceiridade – sugerida por Peirce.
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Análise do filme Baraka utilizado a concepção triádica – primeiridade, secundidade e terceiridade – sugerida por Peirce. Exercício proposto na pós graduação em Design Gráfico do Senac / SJC
baraka / o signo
a evolução da sociedade moderna é contada privilegiando enquadramentos de câmera quase estáticos
onde o movimento da realidade é que cria o ritmo do documentário. ênfases, ápices e declínios
são ditados por ângulos de câmera extremamente abertos seguidos de cortes abruptos para
closes em elementos naturais e humanos. trilha sonora e efeitos de som ressaltam esse andamento
e auxiliam nas oscilações de ritmo. sobretudo, imagem e som, acompanham a naturalidade das cenas
como um olhar subjetivo de um espectador quase todo o tempo, poucas vezes a edição controla
e orienta o resultado do ritmo. quando feito, é com suavidade e inteligência para alterar percepções.

baraka / o referencial
a primitividade humana contraposta a natureza e ao ambiente natural são o fio condutor parar percebermos
uma suposta evolução social em todos os âmbitos – da política a religião, da ética a cultura.
as inversões no ritmo do documentário coincidem propositalmente com as alterações de papel
no controle da trama – homem versus ambiente , ambiente versus homem.

baraka / a interpretação 
o filme não representa somente a constatação de diferenças sociais, econômicas e culturais, ou a fragilidade da vida em relação ao ambiente. a composição é dirigida incentivando uma compreensão
da pulsação da humanidade dentro do próprio ambiente e a percepção, por uma parte da humanidade,
da relação natural e indissociável entre seres, sociedades, culturas, religiões, vida e morte.