A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP (BRA/IT)

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  • A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP

  • Krapp, um velho homem, senta sozinho em seu quarto na noite em seu 70º aniversário e confronta-se com um amargo balanço de sua vida, repleta de frustrações e sonhos perdidos. As esperanças e emoções de um homem maduro, registradas há mais de 40 anos em um gravador de rolo, deram lugar ao alcoolismo, a um sentimento de impotência e a um duro ceticismo. Repetidas a cada aniversário, as gravações cobrem a existência de Krapp desde os 24 anos. Pesquisando em suas fitas antigas, o protagonista procura uma em especial, coloca-a no gravador e escuta a si próprio narrando fatos e sensações do passado, quando ele tinha fé na construção de uma vida. As lembranças servem de estímulo para um solitário e desiludido Krapp ridicularizar a si mesmo com uma boa dose de escárnio, sem compreender as transformações de uma fase de vida para a outra, como se estivesse ouvindo fitas de outras pessoas, irreconhecíveis. O que pesa é a insatisfação consigo mesmo, quando se vê tendo de encarar a mudança de perspectivas promissoras para fiascos confirmados. O escritor, dramaturgo e poeta irlandês Samuel Beckett , considerado um dos mais representativos do Teatro do Absurdo , consegue fazer de um simples gravador um personagem complexo de sua obra: a memória registrada de Krapp sai do passado, atua no presente e remete o público à discussão do ser humano sem saída, tentando entender o sentido da vida. Desde os anos 60, as produções de Robert Wilson tem influenciado decisivamente o cenário mundial do teatro e da ópera. Por meio de sua assinatura no uso da luz, suas investigações sobre a estrutura de um simples movimento e o clássico rigor de sua cenografia, Wilson tem continuamente articulado a força e a originalidade de sua visão. Conhecido por seus trabalhos como coreógrafo, ator, pintor, escultor, videoartista, diretor de iluminação e som, não somente dirige e assina o projeto, mas também atua no espetáculo. fonte: www.sescsp.org.br
  • Eu fui honrado em uma das minhas primeiras peças A LETTER OF QUEEN VICTORIA na qual Beckett foi ao camarim me ver. Ele me cumprimentou por meu texto fragmentado e não sequencial. Disse que foi formidável. E foi na verdade Eugene Ionesco quem fez a crítica da minha primeira peça DEAFMAN GLANCE. Ele disse “Wilson foi além de Beckett”. Eu estava muito intimidado quando realmente o conheci.
    Sempre tive uma afinidade ao mundo de Beckett. De certa forma era muito próximo ao meu universo. E agora, depois de 35 anos, decidi enfrentar o desafio e fazê-lo.
    Quando dirijo um trabalho eu crio uma estrutura no tempo. Quando finalmente todos os elementos visuais estão no seu lugar, eu criei uma moldura para os performers preencherem. Se a estrutura é sólida, pode-se ser livre nela.
    Aqui, na maioria do tempo, a estrutura é dada e eu devo encontrar a minha liberdade dentro da estrutura de Beckett. Ele diz como o cenário deve ser, quais são os movimentos, etc.
    Tudo está escrito.

    Robert Wilson

  • Apresentações
    Dias 14, 15, 18, 19 e 20 de abril de 2012
    Teatro SESC Belenzinho

  • Robert Wilson em
    A ÚLTIMA GRAVAÇÃO DE KRAPP
    de Samuel Beckett
    Direção, Cenário e Conceito de Iluminação Robert Wilson

    Figurino e Colaborador no Cenário Yashi Tabassomi
    Desenho de Luz A. J. Weissbard
    Design de Som Peter Cerone
    Diretor associado Sue Jane Stoker
    Assistente de Direção Charles Chemin

    Diretor técnico Reinhard Bichsel
    Supervisor de Iluminação Aliberto Sagretti
    Engenheiro de Som Guillaume Dulac
    Administrador de palco Thaiz Bozano
    Chefe de Contra Regragem Violaine Crespin
    Maquiagem Claudia Bastia
    Assistente pessoal de Robert Wilson Fabien Zurmeyer
    Direção de turnê Laura Artoni


    Um projeto de
    Change Performing Arts
    comissionado por
    Grand Théâtre de Luxembourg, Spoleto52 Festival dei 2 Mondi
    produzido por
    CRT Artificio, Milan


    Realização em São Paulo SESC - Serviço Social do Comércio
    Produção em São Paulo prod.art.br - interior produções artísticas internacionais
    Direção de Produção Matthias Pees, Ricardo Muniz Fernandes e Carminha Gongora
    Produtor Executivo Guilherme Yazbek Assistente renata Andrade
    Coordenação Técnica Júlio Cesarini, André Lucena e Ivan Andrade
    Intérprete Ederson José
    legendas Célio Faria e Hugo Casarini
    Projeto Gráfico: Edição de Textos e Direção de arte Ricardo Muniz Fernandes Tradução dos Textos (Beckett) Célio Faria, Hugo Casarini e A. Nogueira Santos
    Fotos © Lucie Jansch Ilustrações © Robert Wilson Design Érico Peretta