Dandara foi uma guerreira do período colonial do Brasil. Descrita como uma heroína, Dandara dominava técnicas da capoeira e lutou ao lado de homens e mulheres nas muitas batalhas derivadas de ataques ao Quilombo de Palmares (Angola Janga), estabelecido no século XVII na Serra da Barriga (região do atual estado de Alagoas.

Não se sabe se Dandara nasceu no Brasil ou no continente africano, mas teria se juntado ainda menina ao grupo de negros que desafiaram o sistema colonial escravista por quase um século. Ela participava também da elaboração das estratégias de resistência do quilombo.

Os ataques ao Palmares teriam se tornado frequentes a partir de 1630, com a invasão holandesa. Segundo a narrativa em torno de Dandara, ela teria tido um importante papel no rompimento do marido, Zumbi dos Palmares com seu antecessor, Ganga-Zumba, primeiro grande chefe do Quilombo de Palmares e tio de Zumbi. Em 1678, Ganga-Zumba assinou um tratado de paz com o governo de Pernambuco. O documento previa que as autoridades libertassem palmarinos que haviam sido feitos prisioneiros em um dos confrontos. E também a liberdade dos nascidos em Palmares, além de permissão para realizar comércio. Em troca, a partir dali, os habitantes do quilombo deveriam entregar escravos fugitivos que ali buscassem abrigo. Dandara, ao lado de Zumbi, teria sido contrária ao pacto por entender que se tratava de um acordo que não previa o fim da escravidão. Ganga-Zumba acabou sendo morto por um dos palmarinos contrários à sua proposta.

Após ser presa em 1694, suicidou-se se jogando de uma pedreira ao abismo para não retornar à condição de escrava. Teve três filhos com Zumbi. Não existem registros ou documentos referentes a sua vida, então o que temos são registros orais bem como a mística da mitologia afro brasileira contemporânea.

Leiam, aprendam, se informem e vão além do que nos é imposto pelos governos, instituições e sociedade. A real história desse país foi apagada ou reescrita inúmeras vezes e a riqueza histórica da comunidade negra no Brasil é muitas vezes invisível e intangível pro nosso povo.

Viva Dandara! Viva Zumbi, Palmares e nosso Quilombos contemporâneos!

Lutem.

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