"Is my penis too small?"
I'm bringing to you the story of a 22 year old male, that always felt like something was wrong with is penis, and always had to fight the "small penis" stigma.

"I was always very shy towards girls and felt the need to hide my feelings. Since the butterflies when I first started to greet girls with kisses, the family pressure of "when are you going to find a girlfriend?”, to feeling uncomfortable talking to friends about girls because they had a different opinion from mine of "which one is the hottest?".
Partially, my discomfort existed because I'm prudish, which was, almost certainly, related to my penis.
I like my penis, but since early on, it has given me problems: phimosis, which first gave a lot of headaches to my parents, who tried to pull back the foreskin of my penis to the point I hid from them my phimosis and said it had "magically" disappeared.
My father was never open to talk to me about sexual questions, so since my mom believed in me, having the skin of my penis pulled back to the point it hurt every day, stopped being a problem.
Since then, I assumed something was wrong with my penis. Starting watching pornography, I felt that my penis was much smaller than I thought, which made me hide it as much as possible in public, such like the locker room.
In my teens years, when the hormones started to kick in, the situation got worse. Took me a year to be intimate with a girl that I had a relationship with, due to shame. In the last four years, I haven't been with anyone, didn’t even kiss anyone since then.
It's not the size that defines my shame, but I'm certain I'll be anxious the next time someone opens my fly.
This was the testimony of "Rodrigo Faria" - alias chosen by the anonymous person.

Now you must be wondering… What is Phimosis?
I will leave here some important quotes that I found on the CUF website.

“Phimoses corresponds to the difficulty, or even the impossibility, of exposing the glans of the penis due to the foreskin (“skin” that covers the glans) presenting a very straight ring”
“… worrying parents, thinking about the normal adhesion between the glans and the foreskin, do massages, forcing the skin, and causing small traumas that, while healing, make the ring narrow, causing Phimosis.”
“It’s important to mention that Phimosis doesn’t stop or damages the growth of the penis…”

I asked Rodrigo if he had thought of circumcision, which seems to be one of the solutions. He replied by saying that he thought of it almost constantly. But for that to happen, and it’s probable to be the best suggestion from a doctor, he wants to do it far from his parents reality, without them knowing of the problem.

“They were always involved when I was a child. My mom would be always chasing me and forcing the foreskin at the end of each bath. With time I started to be traumatized with what was the resolution of the problem, of her screams, or the focus of having the foreskin pulled back, more than the actual Phimosis. It hurt me when they pulled back the skin to a certain point but that didn’t seem to be important.
Warning them about the procedure, will be regressing a lot, probably having to go through all of it again, beyond of what that implies at a family level, having someone that had a penis surgery. I’m embarrassed by nature and with that, I would be more embarrassed.”

Dealing with these two problems connected to such a sensitive zone of the body must be, without a doubt, traumatizing. But brave are the ones that come forward and share their experience with the intention of make the problem known to others, that you’re not the only one going through it.
The truth is that the attractive aesthetic of the penis has changed as much as the attractive aesthetic of the human body itself.

To Greeks, the ideal would be a small penis, which meant a great intelligence, someone with a lot of cultural knowledge and with intelligence to protect his family and being a good member (member ahah, get it?) of society. Having a bigger penis was for men with no manners, aggressive and vulgar. Meanwhile, this ideal of culture wasn’t shared by all civilizations. For others, having a bigger penis was associated with manhood.
Nowadays, a bigger penis isn’t associated with intelligence but it is associated to the ability of giving pleasure, which is a wrong association as well.
Both bigger and smaller penises can give the same level of pleasure no matter what, as long as there’s consent from the chosen person, and that they consider the pleasure of the partner as well. Communication is key. Not being afraid to talk, whatever the matter, and having an open mind is very important. Sex toys can also help simulate other situations and find new pleasures.


Have fun without judgement!




Deixo aqui então o testemunho anónimo de um rapaz de 22 anos, que sentiu desde cedo que havia algo de errado com o seu pénis, e que teve de lutar contra o estigma do pénis “pequeno”.

“Sempre fui muito tímido com raparigas e senti a necessidade de esconder para mim os meus sentimentos. Desde o nervosinho quando comecei a cumprimentar raparigas com beijinhos, à pressão familiar de "quando é que arranjas namorada?", até me sentir desconfortável a falar de raparigas com amigos porque tinham uma opinião diferente da minha de "qual era mais boa".
Em parte, o meu desconforto existia por ser pudico, tendo tal, quase de certeza, a ver com o meu pénis.
EU gosto do meu pénis, mas desde muito cedo me deu problemas: quer pela fimose que primeiro dava dores de cabeça aos meus pais, que forçavam que retraísse o prepúcio, até à altura em que simplesmente lhes escondi a minha fimose e disse que "magicamente" desaparecera.
O meu pai nunca teve grande abertura para questões sexuais comigo, portanto acreditando a minha mãe em mim,
ter a pele do meu pénis esticada até à dor todos os dias, deixou de ser um problema.
Desde aí, comecei a supor que "havia algo de errado" no meu pénis. Começando a ver pornografia, senti que era bastante mais pequeno do que pensara, reduzindo sempre que possível a oportunidade de mostrá-lo em público, nos balneários, por exemplo.
Convenhamos que com a adolescência, onde as hormonas andam todas aos saltos, a situação ainda me atrapalhou mais. Demorei um ano para estar íntimo com a rapariga com quem estava numa relação, por vergonha. Nos últimos quatro anos não estive com mais ninguém. Nem um beijo desde então.
Não é o meu tamanho que define essa vergonha, mas decerto que estarei ansioso da próxima vez que me abrirem a breguilha.
Este foi o testemunho de “Rodrigo Faria” – pseudónimo usado pela pessoa anónima.


Agora… vocês devem estar a perguntar-se… o que é a Fimose?
Vou deixar aqui umas frases pertinentes que encontrei no site da CUF.

“Fimose corresponde à dificuldade, ou mesmo impossibilidade, de expor a glande do pénis pelo facto de o prepúcio ("pele" que recobre a glande) apresentar um anel muito estreito.”
“…os pais preocupados com a aderência normal entre a glande e o prepúcio fazem massagens, forçando a pele, e ocasionando pequenos traumatismos que, ao cicatrizarem, tornam o anel estreito, originando uma fimose.”
“É importante referir que a fimose não impede nem prejudica o crescimento do pénis…”

Perguntei também ao Rodrigo se ele tinha pensado em circuncisão, que parece ser uma das soluções.
O Rodrigo disse que já tinha pensado e é algo que considera quase sempre. Mas a acontecer, e é provável que seja a sugestão mais provável de um médico, quer proceder longe da realidade dos seus pais, sem eles saberem do problema:

“Eles sempre estiveram envolvidos quando era criança. A minha mãe andava sempre atrás de mim e a forçar o prepúcio no final de cada banho. Com o passar do tempo comecei a ficar traumatizado com a resolução do problema, dos berros dela, ou o foco em ter o prepúcio a retrair, mais do que a própria fimose. Doía-me quando puxavam a pele a partir de certo nível, mas isso parecia não ser importante.
Estar a avisá-los da operação é retrair muito provavelmente ter de passar por isso outra vez, para além do que implica a nível familiar ter alguém operado ao pénis. Sou envergonhado por natureza e com isso, ainda seria mais envergonhado.”

Lidar com estes dois problemas ligados a uma zona sensível do corpo deve ser sem dúvida algo traumatizante. Mas corajosxs são aquelxs que se chegam à frente e partilham a sua experiência com a intenção de alertar outrxs, que não são os únicos que passam por isso.

A verdade é que a estética desejável do pénis mudou tanto como a estética desejável do corpo humano em si.
Para os gregos o ideal seria ter um pénis pequeno, que simbolizava um grande intelecto, alguém de muita cultura e com a inteligência para tomar conta da família e ser um bom membro (membro ahah perceberam?) da sociedade. Ter um pénis maior era para homens sem modos, agressivos e vulgares. No entanto, este ideal de cultura não era partilhado por todas as civilizações. Para outras, realmente era associado ter um pénis maior com virilidade.
Nos dias de hoje o pénis maior não está associado à inteligência mas está associado à capacidade de dar prazer, o que é outra associação errada.
Tanto um pénis grande como um pequeno podem dar o mesmo nível de prazer seja a quem for, desde que haja consentimento pela pessoa escolhida, e se tenha em atenção o prazer dx parceirx.
Comunicação é essencial. Não ter medo de falar sobre seja o que for e ter a mente aberta é muito importante. Brinquedos sexuais também podem ajudar a simular outras situações e descobrir novos prazeres.

Divirtam-se sem preconceito!













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