Personal Art works
Salva-Vidas
The Lifeguard Tower
A série "Salva Vidas" mostra a variação das diferentes luzes sobre o antigo posto salva vidas, em estilo Art Deco, na praia de Boa Viagem, em Recife. Fortemente conectada com minha infância no Brasil, este trabalho tenta chamar atenção para as ondas de gentrificação urbana na America Latina através da memória afetiva dos moradores destas regiões. 
Irmãos Copan
Copan Brothers
Uma paixão antiga que começou na minha adolescência ou quando entendi de fato o sentido de arquitetura. Uns amam outros nem tanto, comigo é uma espécie de orgulho alheio, tipo o que se sente pela seleção brasileira. Momentos como a minha primeira visita à Brasília, a descoberta do duelo com Corbusier no projeto das nações unidas ou as colaborações com o conterrâneo Joaquim, fazem parte dessa utopia amorosa. Nesse trabalho tento refletir sobre o paralelo entro o projeto, ideal, não finalizado pelo maestro e no que se torna, um ícone da cidade de São Paulo com todas as suas contradições. Dois irmãos vistos por ângulos e tempos distintos mas que carregam o mesmo sobrenome: Oscar Copan e Paulo Copan.
Red Solitude Box
Há dez anos eu deixei o país onde nasci. Me lembro que nos primeiros anos a vontade de voltar era constante e forte a cada decepção à frente encontrada. Já vivi em três terras, com culturas e modos completamente distintos, que junto com tempo passado, me faz concordar cada vez mais com um amigo que dizia “a nossa saudade não é do lugar, mas sim de um tempo, com pessoas que também já mudaram tanto que já devem sentir outras saudades. Não as nossas.” Para aqueles que continuam com as mesmas, esse ponto vermelho no meio da cidade, projetado por Sir Giles Gilbert Scott, sempre foi um ícone de proximidade. Da quebra do distante. Hoje ele vive sozinho. No meio de um mundo completamente conectado e cada vez mais dividido.
Tejo
No final do ano de 2008, no ápice da crise financeira mundial, nós aterramos em Lisboa para viver seis dos melhores anos de nossas vidas. Do alto da colina de São Roque, bairro Alto, costumava sair da rua da Rosa onde vivíamos, e descer a caminhar por descobrir novas ruas e calçadas da menina, mas de certo, um dos destinos finais mais comuns era o Terreiro do Paço. As colunas no cais do Tejo são uma das memórias visuais mais marcantes dos meus anos em Lisboa. Retiradas na década de setenta para obras no Terreiro, só voltaram a riste nas margens do Tejo em 2008, junto connosco. Desde então, Salazar e Carmona, nomes oficiais dados pelo Estado Novo as Colunas, estão a sol e a pino, chuva, frio e vento, todos os santos dias do ano, servindo de cenário de fundo nas fotos dos viajantes e lembrando a todos que ditadores e tiranos estão sempre a volta, prontos por acabar com a belezae alegria desse mundo.

Lisboa para mim agora já é moça, mas nunca tão longe que não possa sempre pegar o Cacilheiro e voltar para o Sodré.
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