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Lixo | Surrealismo
Aqui está o texto para melhor leitura:
Um pedaço
De papel na ilha de concreto
As mais belas folhas
Têm as fibras desfeitas
No chão
Num bueiro entupido
No dia a dia
Agrava-se
O desagradável
Um caminho escuro
Vos conduz a despejos
O plástico
Roga por si mesmo
O artesão cotidiano de vossa feiura
Senhora,
Um par
De garrafas de vidro
Não é tão fácil decomposto
Uma pilha,
Antes de tudo a energia
Tudo poderia acabar tão bem
Pois é uma grande pena
Vazia
A floresta desnuda
A oração
Pedirei que
Os pensamentos humanos
Formem rumo bom e rápido
O primeiro jornal branco do acaso
Reciclado será
O cidadão consciente
Onde estará?
Na memória
De seus entes
No baile de folhas verdes
Permaneço perguntando
O que se fez, o que se fará
Quando o LIXO ganhar?
Lixo | Surrealismo
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Thaís Serra