sermão de Santo António aos Peixes
"O polvo com aquele seu capelo na cabeça, parece um monge; com aqueles seus raios estendidos, parece uma estrela; com aquele não ter osso nem espinha, parece a mesma brandura, a mesma mansidão. E debaixo desta aparência tão modesta, ou desta hipocrisia tão santa, testemunham constantemente os dois grandes Doutores da Igreja latina e grega, que o dito polvo é o maior traidor do mar"
"Já que me não querem ouvir os homens, ouçam-me os peixes. Oh maravilhas do Altíssimo! Oh poderes do que criou o mar e a terra! Começam a ferver as ondas, começam a concorrer os peixes, os grandes, os maiores, os pequenos, e postos todos por sua ordem com as cabeças de fora da água, António pregava e eles ouviam."
                  "Os maiores comem os pequenos; e os muito grandes não só os comem um por um, senão os cardumes inteiros, 
                    e isto continuamente sem diferença de tempos, não só de dia, senão também de noite, às claras e às escuras."
"Com os voadores tenho também uma palavra, e não é pequena a queixa. Dizei-me, voadores, não vos fez Deus peixes? Pois porque vos meteis a ser aves? O mar fê-lo Deus para vós, e o ar para elas. Contentai-vos com o mar e com nadar, e não queirais voar, pois sois peixes." ​​​​​​​
“Pegadores se chamam estes de que agora falo, e com grande propriedade, porque sendo pequenos, não só se chegam a 
outros maiores, mas de tal sorte se lhes pegam aos costados, que jamais os desferram.”

"enfim, morre o tubarão, e morre com ele os pegadores."
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