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    Exposição inspirada na série "Dez crimes que chocaram o Rio de Janeiro", publicada entre 22 de outubro de 2015 e 2 de janeiro de 2016, pela repór… Read More
    Exposição inspirada na série "Dez crimes que chocaram o Rio de Janeiro", publicada entre 22 de outubro de 2015 e 2 de janeiro de 2016, pela repórter Maria Elisa Alves. Read Less
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Debate e exposição promovidos numa parceria entre o Museu da Justiça do Estado do Rio de Janeiro e o jornal O Globo.​​​​​​​
Texto de abertura da exposição

Em 1976, a vítima era uma mulher, a socialite Ângela Diniz, assassinada pelo namorado, Doca Street. Quatro anos depois, era a vez de um homem, o publicitário Paulo Sérgio, ser morto pela companheira, a atriz Dorinha Duval. Mais tarde, já na década de 1990, a tragédia atingiu indiscriminadamente homens e mulheres: 21 inocentes foram executados por PMs na chacina de Vigário Geral. Esses são três exemplos retratados pela repórter Maria Elisa Alves, do Globo, na série Dez Crimes que chocaram o Rio de Janeiro, publicada de 22 de outubro de 2015 a 2 de janeiro de 2016.

São histórias que marcaram o imaginário da população carioca - e, por que não dizer, brasileira - por sua barbaridade e que ganham uma retrospectiva nesta exposição. Como não se indignar com Neide Maia Lopes, que por sua crueldade ficou conhecida como A Fera da Penha, após matar uma menina de 4 anos, filha do amante? Como não se chocar com a morte de Cláudia Lessin Rodrigues, espancada, estrangulada e jogada nas pedras da Avenida Niemeyer? Como se esquecer do rosto sorridente do menino Carlinhos, que foi sequestrado aos dez anos e até hoje não reapareceu?

A mostra em cartaz reconstitui ainda as mortes dramáticas de Aída Curi, Mônica Granuzzo e Daniella Perez, assim como revisita o caso em que o tenente Bandeira foi acusado de ter matado um bancário que tivera relacionamento com sua namorada. Aqui, o espectador relembra as vítimas e os réus, acompanha os desdobramentos dos crimes, rememora - ou descobre - quais foram as sentenças e vê como a arte retratou, por meio de livros, filmes e músicas, os acontecimentos.

Dez tramas que ficaram guardadas na crônica policial carioca e que são recontadas agora em fotos, textos, reproduções de páginas de jornal e nos processos relativos aos crimes - documentos históricos preservados pelo Tribunal da Justiça que ajudam a manter viva a memória de capítulos importantes do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro.

Mauro Ventura
Jornalista e escritor
Painéis 60 x 90 cm
Abertura e ficha técnica
Caso Doca Street
Vítima: Ângela Maria Fernandes Diniz
Réu: Raul Fernando do Amaral Street (Doca Street)
Crime: Após uma acalorada discussão, a socialite Ângela Diniz foi assassinada por Doca Street, inconformado com a separação do casal.
Caso Mônica Granuzzo 
Vítima: Mônica Granuzzo Lopes Pereira
Réus: Ricardo Peixoto Sampaio, Alfredo Erasmo Patti do Amaral, Renato Orlando Costa, Antônio José de Oliveira Trovão
Crime: A menor Mônica Granuzzo conheceu Ricardo em uma boate da Zona Sul no Rio. No dia seguinte, foi levada por ele até o apartamento que dividia com Alfredo, onde foi agredida. Seu corpo foi encontrado numa ribanceira, nas proximidades da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, para onde fora levado por Ricardo, Renato e Alfredo, no automóvel do pai deste. Apurou-se depois que Mônica teria sido arremessada ou caíra do edifício, tentando escapar de seus agressores.
Caso Cláudia Lessin
Vítima: Cláudia Lessin Rodrigues
Réus: Michel Albert Frank e Georges Michel Kour
Crime: Segundo o Ministério Público, a vítima foi espancada e estrangulada no apartamento de Michel Frank, onde ocorria uma festa com uso de entorpecentes, vindo a óbito. Em seguida, Frank e Georges teriam levado o corpo até o local conhecido como Chapéu dos Pescadores, na Avenida Niemeyer, onde tentaram jogá-lo ao mar, ficando preso, porém, nas pedras.
Caso Crime do Sacopã
Vítima: Afrânio Arsênio de Lemos
Réu: Alberto Jorge Franco Bandeira
Crime: O tenente Bandeira, militar da Força Aérea Brasileira, era o namorado de Marina Andrade da Costa, que anteriormente tivera um relacionamento com Afrânio, funcionário do Banco do Brasil. Considerado ciumento, o oficial teria atraído Afrânio para um encontro no bairro da Lagoa a pretexto de conversar. No automóvel do bancário, na Avenida Epitácio Pessoa, Bandeira o teria assassinado com disparos de arma de fogo, aplicando-lhe, em seguida, várias coronhadas. Seria ainda o responsável pela condução do carro e do corpo até a Estrada do Sacopã, onde foram abandonados.
Caso Aída Curi
Vítima: Aída Curi
Réus: Ronaldo Guilherme de Souza Castro, Antônio João de Souza e Manoel Antônio da Silva Costa
Crime: Ronaldo, querendo um lugar mais reservado para levar Aída, pediu auxílio a seu conhecido, Manoel Antônio. Este conseguiu com o menor Cácio Murilo Ferreira da Silva, morador do Edifício Rio Nobre, a liberação de um espaço do prédio para o encontro. Chegando à noite com a vítima no local, Ronaldo a levou ao terraço, com a ajuda de Cácio e o auxílio do porteiro Antônio João, que emprestou as chaves do apartamento, em obras, que lhe dava acesso. Ali Ronaldo e Cácio teriam praticado violências contra Aída. Pouco depois, o corpo da jovem foi encontrado em frente do edifício de onde fora lançado, apresentando sinais de agressão provenientes da tentativa de consumação de crimes sexuais e lesões decorrentes da queda.
Caso Chacina de Vigário Geral
Vítima: 21 mortos e 4 feridos
Réus: 52
Crime: No dia anterior à chacina, 4 policiais militares foram emboscados e mortos por traficantes de drogas da favela de Vigário Geral, na Zona Norte do Rio. Em represália, um grupo composto por dezenas de homens encapuzados, muitos deles policiais, invadiu a comunidade, causando pânico entre os moradores. Em bares, ruas e residências, os invasores assassinaram 21 pessoas, incluindo 8 membros de uma família. As imagens dos corpos ensaguentados em caixões ao ar livre chocaram o país e tiveram ampla repercussão internacional.
Caso Carlinhos
Vítima: Carlos Ramires da Costa
Réu: Sílvio Azevedo Pereira
Crime: Um dos sequestros mais conhecidos do Brasil ocorreu na casa do industrial João Mello da Costa. Carlinhos, como era chamado seu filho mais novo, assistia televisão com a mãe e os irmãos à noite, quando foi levado por um homem com o rosto parcialmente coberto, que invadiu a residência portando arma de fogo. As ações do sequestrador denotaram conhecimento do local, dos hábitos familiares, e, além disso, os cães, considerados ferozes, não reagiram. O criminoso deixou também um bilhete onde exigia a quantia de cem mil cruzeiros pelo resgate da vítima, mas não apareceu no dia combinado e o paradeiro de Carlinhos até hoje permanece incógnito.
Caso Daniella Perez 
Vítima: Daniella Perez Gazolla
Réus: Guilherme de Pádua Thomaz e Paula Nogueira de Almeida Thomaz
Crime: A atriz Daniella Perez, que interpretava a personagem Yasmin na novela De Corpo e Alma, exibida pela TV Globo, foi assassinada por seu colega de elenco, Guilherme de Pádua, em coautoria com a esposa Paula Thomaz. O delito envolveu ciúme e premeditação em episódio da vida real que comoveu o país.
Caso A Fera da Penha
Vítima: Tânia Maria Coelho Araújo (Taninha)
Réu: Neide Maia Lopes (Fera da Penha)
Crime: A comerciária Neide Maia teve um relacionamento afetivo com o motorista Antônio Couto Araújo, que era casado com Nilza Coelho Araújo. Inconformada por ele não se separar da esposa, decidiu se vingar. Primeiramente conheceu Nilza e suas duas filhas, passando a frequentar a casa onde moravam, sem o conhecimento de Antônio. Depois, sequestrou uma das filhas, Tânia Maria, de 4 anos de idade, levando-a para o bairro da Penha, em terreno baldio nos fundos de um matadouro, onde lhe desferiu um tiro na cabeça e, em seguida, atou-lhe fogo. Pela brutalidade do delito que cometeu, Neide ficou conhecida como a "Fera da Penha".
Caso Dorinha Duval
Vítima: Paulo Sérgio Garcia de Alcântara
Réu: Dorah Teixeira (Dorinha Duval)
Crime: Após retornarem de uma festa, a atriz da TV Globo, Dorinha Duval, e seu companheiro, o publicitário Paulo Sérgio Garcia de Alcântara, travaram uma acalorada discussão com ofensas pessoais. Sob violenta emoção, Dorinha desferiu três disparos de arma de fogo em Paulo, causando-lhe sérios ferimentos que o levaram a óbito no hospital.
Cartaz A3
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