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    Batalha na Vala é uma paródia do clássico jogo de tabuleiro 'Batalha Naval', tendo como cenário favelas hipotéticas da cidade do Rio de Janeiro.
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Batalha na Vala é uma paródia carioca do clássico jogo de tabuleiro 'Batalha Naval'. Tendo como cenário favelas hipotéticas da cidade, o passatempo simula e denuncia o excesso de violência policial em ações de combate ao tráfico de drogas nas comunidades pobres do Rio de Janeiro.
 
Vence o jogo aquele que primeiro eliminar os funcionários do varejo da droga da favela 'inimiga', incluindo acidentalmente (ou não) alguns inocentes e vítimas de bala perdida.
 
Embora tenha sido criado em 2011, o jogo segue rolando...
 
Auto de Resistência foi um termo criado durante a Ditadura Militar para tipificar as mortes ocasionadas por ação policial, estabelecendo uma distinção entre homicídios comuns e aqueles resultantes de resistência à prisão e legítima defesa.
 
Quando uma morte é notificada como 'auto de resistência', as testemunhas da ocorrência são os próprios policiais envolvidos na ação, dificultando a investigação das circunstâncias do óbito. Isso fez com que o termo fosse largamente utilizado pela polícia para mascarar execuções e elevados índices de homicídio.
 
Em 2008, o Estado do Rio de Janeiro registrou 1.330 mortes decorrentes de ações policiais, o que fez a PMERJ ser considerada a força policial mais letal do mundo. Pesquisas apontam que cerca de 60% dessas mortes seriam execuções, de um perfil constituído majoritariamente por jovens negros de comunidades carentes. Apesar de ter apresentado melhorias nos anos seguintes ao pico de 2008, os índices de letalidade voltaram a crescer: em 2013 foram registradas 416 mortes, em 2014 foram 582 (aumento de 40%) e em 2015 estima-se que esse índice tenha superado as 600 mortes.
 
Após uma longa batalha fomentada por órgãos de Defesa dos Direitos Humanos, no começo de 2016 o termo 'auto de resistência' foi eliminado dos Boletins de Ocorrência da polícia em todo país, sendo substituído por 'lesão corporal decorrente de oposição à intervenção policial' ou 'homicídio decorrente de oposição à ação policial'. Embora isso não mude a realidade violenta das grandes cidades brasileiras, tende a reduzir a subnotificação do crime de homicídio, incluindo aqueles cometidos pelo próprio Estado.