Exhibition at Galeria PAINEL
Exhibition at Galeia PAINEL, Porto, Portugal

(http://galeriapainel.blogspot.pt/ )

 Untitled Piece, Installation

Poster (first picture) and flyer (second picture) made by Dário Cannatà, to whom i sincerely thank.

Following are some pictures of the installation piece.



1  Catalog
2  Map of the room
3  Objects
 CATALOG

(This catalog was an essential part of the installation piece, so i will post it also in its entire length. it was written in portuguese, and the text after the images, when it appears, is a repetition of what's in the image and is too hard too read due to dimension constrainst)
1. Homemade Voyager.


objecto, site specific – 11º 22' 0”N. 142º 36' 0” E.

Seguimos o precedente aberto pelasonda Voyager 1, que reconhecemos sem problemas como “O ObjectoAtirado Mais Alto Pelo Homem”.
O aqui apresentado Homemade Voyager éum parente doméstico e bem menos complexo que o seu percursor e, noseu percurso, toma o sentido contrário. Se observarmos a superfícieterrestre como a Linha Terra (passe-se a redundância) e a SondaVoyager como o ponto máximo de cota positiva, então o HomemadeVoyager será o ponto máximo de cota negativa, ganhando assim otítulo de “Objecto Lançado Mais Fundo Pelo Homem”. Para merecereste título o objecto em questão teve de ser lançado ao ponto maisfundo do Oceano Pacífico e da superfície terrestre, o ChallengerDeep, na conhecida Fossa das Marianas.


A experiência em primeira mão doobjecto no dito local torna-se assim uma experiência altamentemediada para bem da sobrevivência do espectador. Não há umcontacto ideal com o objecto, há um contacto possível, durante umperíodo de tempo cuja duração ultrapassa a vontade do espectadorface às contingências técnicas, enfrentadas na concretização dadescida até um ponto tão profundo. Até o próprio início decontacto com a obra toma contornos indistintos. Não se sabe se aexperiência da peça começa no efectivo contacto sensorial entreesta e o espectador, se se inicia no momento em que o espectadordecide empreender a viagem até chegar a esse local de contacto, ounalgum ponto entre estes dois momentos.
2. Peças Com Piada


conjunto de objectos (50x50cm cada),piada


Comparo esta peça à quebra de umcódigo, o do riso.
Torna-se fisicamente impossível aoespectador não rir às gargalhadas enquanto mantiver contacto visualcom a peça em questão, aliás, com o conjunto dos cinco objectosapresentados. Estes serão então a combinação eterna, elementar enecessária para desplotar este tipo de reacção dentro de ummecanismo latente em cada indivíduo.


Não se trata, no entanto, de rircontra a vontade, não se trata de "separar o corpo da mente",mas sim de um riso saudável, digamos assim, com a alma inteira. Umariso fresco e sincero para todo e qualquer indivíduo.

3. Experiências Formais com Paramatéria


4 objectos (50x34x60cm; 2x400x2cm;809x623x26cm; 123x456x789cm)


Esta proposta dispôs-se a agir sobretodo um espectro que, tal como a matéria visível,é constituídapelos elementos: Espaço, Tempo, e Cor, sem no entanto ser incluídana categoria de Matéria. Definimos então este novo agente comoParamatéria.
Aqui são apresentadas as primeirasintervenções num espaço físico nunca manipulado, experienciado oucatalogado, logo sem história, sem leis e sem nomes. Aliás, foitomada a decisão de não nomear nem dar qualquer informação, paraalém das dimensões, das peças apresentadas. O nome de Paramatériaserá o máximo que estarei disposto a ousar por razões explicativasda natureza dos objectos em questão. Os desconhecidos materiais,decido não “baptizar” para tentar transmitir ao espectador algoda relação que tive com eles, essa, da mais completa estranheza, ecuja definição de um nome, de certa forma prejudicaria essaausência de base de apoio no contacto com cada um dos objectos.

4. Área de construção da Torre Tatlin


site specific, fita adesiva vermelha(perímetro 340x300m, aprox.)


A demarcação de uma supostafronteira, rapidamente desaparece no aglomerado urbano. A linhavermelha que define essa fronteira entre o “dentro” e o “fora”do edifício, adquire também outros contornos quando invade o espaçoparticular, quando, por exemplo, divide ao meio o corredor ou asala-de-estar, e a leitura do espaço e dos objectos em seu redor setransforma. Ao observador, a experiência torna-se: "estou paracá da linha", "estou para lá da linha", "estoumesmo em cima da linha", "durmo dentro da Torre Tatlin, aminha mulher dorme fora", etc.

O edifício, que nunca lá esteve,transforma-se rapidamente num monolito-fantasma. Parece que preenchetotal e impiedosamente a área demarcada, verifica-se um paradoxo. Secom a presença do edifício se poderia debater onde este começarealmente (estando debaixo de um dos arcos exteriores da estrutura,estar-se-à já dentro do espaço?), com a ausência dele estadiscussão adquire um carácter marcadamente dicotómico. A TorreTatlin acaba, literalmente, no limite exterior da linha vermelhademarcada.

5. COPTOTERMES FORMOSANUS

animais (Coptotermes Formosanus);terra; caixa de madeira (200x240cm)


Ponto 1


Uma vez o espectador informado dascaracterísticas cataclísmicas (se se puder usar este termo) doanimal em questão, Térmita Subterrânea da Ilha Formosa, aconsciencialização por parte do espectador do espaço que o rodeiae do que o constitui é apenas uma questão de alguns segundos. Estaconsciencialização estará logicamente ligada a um instinto deauto-preservação e envolverá uma atitute inquiridora acerca doscomponentes (acessórios e estruturais) do espaço que rodeia a peça,aferindo sobre as características dos materiais que dele fazemparte. Esta peça torna-se então um catalisador de um exercício deespeculação acerca do espaço físico envolvente, uma especulaçãosobre o desenrolar de uma catástrofe. Assume-se como o produtor denarrativas, diferentes para cada espectador, mas com uma temáticacomum.


Aproveita-se também para fazer umaanalogia à personagem mítica de Pandora, que quando abriu a famosacaixa que ganhou o seu nome, não poderá ter deixado de sentir opeso da espécie humana sobre os seus ombros, face à asneira feita.O mal libertado levou, sem dúvida a uma re-perspectivação darealidade, agora obra de Pandora, muito mais do que de qualquer outroagente mortal. A um nível local, é um fenómeno similar aquele queaqui se apresenta em potência.


Ponto 2

Tenta-se explorar os significadosimplícitos ao acto da deslocação de um elemento, ou de um grupodeles, para um contexto novo. Como efeito colateral, normalmenteassistimos à deslocação involuntária de outros agentes, estesmanifestamente nefastos ao equilíbrio autóctone.
A lista de exemplos que se poderíaapresentar deste fenómeno é infindável, uns casos mais graves doque outros. Mas convém ressalvar o facto de que qualquer deslocaçãoé uma ameaça. E convém também memorizar o quanto antes a seguintefrase:
"Once established, Formosansubterranean termites have never been eradicated from an area."- http://en.wikipedia.org/wiki/Formosan_subterranean_termite
6. Descrição da Vista da Janela do MeuQuarto


2 performances (aprox. 10' e 01' cadauma)


“À esquerda há uma casa feitarecentemente e desabitada, talvez cara demais para ser vendida nosdias que correm. Tem um telhado com duas clarabóias, cheio de cocóde pássaro, feito de cobre ou latão, não sei bem. Abaixo dotelhado há o primeiro andar e o rés-do-chão. Há um pátio dotamanho de um carro atrás do portão fechado da casa, imediatamenteà esquerda do portão da casa seguinte. Esta é amarela e tem doisandares por cima de uma loja de roupa para homem, o seu andar térreo.A fachada desta casa é curva e acompanha a forma da rua, ou melhor,do cruzamento entre duas ruas, a primeira desce a colina, a segundaé-lhe perpendicular e não sobe nem desce. Há ainda a parte lateralde um grande prédio branco que aparece por detrás da casa curva.
No lado direito do cruzamento, dooutro lado da casa curva estão várias casas similares, dois pisos,cada um deles com uma varanda e há uma mercearia fechada na esquina.Por cima do telhado destas casas vêem-se as traseiras de outras, nasruas que há colina acima.
Na rua perpendicular os carrosestacionam em espinha, na rua que desce, não.
Há um traço amarelo junto aospasseios e sinais que proíbem o estacionamento, mas foram sempreignorados.
Ao fundo do lado esquerdo, no topo deum prédio verde, de três andares, está uma estrutura que suportaum enorme dispositivo publicitário da Bacardi e por detrás distoestá o mar. Não, antes do mar estão três bandeiras rectangularese compridas, vermelhas, que pertencem a um restaurante ao pé dapraia.”


Utopia, por Thomas More,
ed. 1901, Cassell & Company, porDavid Price, linha 436,
http://www.gutenberg.org/files/2130/2130-h/2130-h.htm
tradução: Frederico Babo
7. Peça Para Esquecer


conjunto de objectos, outra coisaqualquer


(sem memória descritiva)

8. Frederico Babo


animal (182x52x21cm)






9. Registo de Óbitos no TerritórioPortuguês


objecto: livro (30x21x0,5cm)


Registo do nome completo, data defalecimento, coordenadas geográficas do local da morte e causa damesma, de todos os indivíduos falecidos em território portuguêsaté às 22:50 do dia 1 de Janeiro de 2012.



Nota: o seguinte registo é organizadoa partir dos nomes, alfabeticamente. Indivíduos aos quais osprogenitores (ou alguém com a mesma responsabilidade) não deramnome não aparecerão no registo.



10. Peça para Lionel Penrose e o seufilho, Roger Penrose


objecto: madeira, verniz, tinta,pregos (4x4x∞m)


“Pessoalmente existe uma diferençana minha maneira de pensar quando estou completamente sóbrio equando estou sob o efeito de um psicotrópico. Talvez possachamar-lhe dinâmica de pensamento.
Consigo distinguir, da primeira para asegunda situação mencionada, uma diferente capacidade deaprofundamento da realidade sensível, uma diferente agilidade deraciocínio sobre questões espontaneamente levantadas a partir docontacto com imagens, sons, etc. Quase como se a Micas estivesse emalta rotação sobre algodão doce, ou algo semelhante.”
11. Quinze Dias de Som


colunas áudio, faixas de áudio(10800' cada faixa)


Duas peças sonoras distintas cujo somhá-de concidir algures durante o seu percurso. Assistimos aoregisto sonoro de um acto que se mantém na fonteira entre operformativo e o acidental, um registo tanto do quotidiano como doacontecimento planeado a priori. De facto, cada intérprete da peçasonora segue um plano de acção delineado ao longo de sete dias emeio de gravação. No entanto, dado o longo período temporal sobreo qual a peça se extende, existe muito na peça de improviso face asituações casuais e esporádicas com as quais cada intérprete temde lidar.

É certo que é uma experiênciaexaustiva, um registo tão minucioso e cego do quotidiano que setorna fisicamente impossível ao público acompanha-lo integralmente.Tanto nesta impossibilidade práctica de experienciar toda a extensãotemporal da faixa, como na escolha a que se vê obrigado quando temde decidir qual dos dois percursos sonoros pretende seguir, o ouvintenão consegue de maneira nenhuma ter uma experiência completa dapeça em questão.
12. Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de Experiência Extracorporal deExperiência Extracorporal de...
13. Procissão

óleo sobre tela (150x160cm); pratapintada e fita adesiva (dimensões variáveis); pêlo de pincel, lonasintética, tinta acrílica, fita adesiva sobre grade de madeira(39x39cm); tinta acrílica e spray sobre plástico (68x81cm); mármoree cartolina (48x42x34cm); óleo sobre mármore (100x80cm); aço inox,resina de poliuretano e mel (dimensões variáveis); gouache sobretela (150x110); fotografia (82x116cm cada); vidro, altifalante,coluna áudio, metais, cabos de áudio e cd de áudio (15'33” emloop) (dimensões variáveis); acrílico sobre tela (180x180m);acrílico sobre cartão (40x40cm); acrílico sobre resina depoliuretano (70x70cm); óleo sobre tela (150x160cm); prata pintada efita adesiva (dimensões variáveis); pêlo de pincel, lonasintética, tinta acrílica, fita adesiva sobre grade de madeira(39x39cm); tinta acrílica e spray sobre plástico (68x81cm); mármoree cartolina (48x42x34cm); óleo sobre mármore (100x80cm); aço inox,resina de poliuretano e mel (dimensões variáveis); gouache sobretela (150x110); fotografia (82x116cm cada); vidro, altifalante,coluna áudio, metais, cabos de áudio e cd de áudio (15'33” emloop) (dimensões variáveis); acrílico sobre tela (180x180m);acrílico sobre cartão (40x40cm); acrílico sobre resina depoliuretano (70x70cm); óleo sobre tela (150x160cm); prata pintada efita adesiva (dimensões variáveis); pêlo de pincel, lonasintética, tinta acrílica, fita adesiva sobre grade de madeira(39x39cm); tinta acrílica e spray sobre plástico (68x81cm); mármoree cartolina (48x42x34cm); óleo sobre mármore (100x80cm); aço inox,resina de poliuretano e mel (dimensões variáveis); gouache sobretela (150x110); fotografia (82x116cm cada); vidro, altifalante,coluna áudio, metais, cabos de áudio e cd de áudio (15'33” emloop) (dimensões variáveis); acrílico sobre tela (180x180m);acrílico sobre cartão (40x40cm); acrílico sobre resina depoliuretano (70x70cm); óleo sobre tela (150x160cm); prata pintada efita adesiva (dimensões variáveis); pêlo de pincel, lonasintética, tinta acrílica, fita adesiva sobre grade de madeira(39x39cm); tinta acrílica e spray sobre plástico (68x81cm); mármoree cartolina (48x42x34cm); óleo sobre mármore (100x80cm); aço inox,resina de poliuretano e mel (dimensões variáveis); gouache sobretela (150x110); fotografia (82x116cm cada)...
14. Peças Com Desgraça


conjunto de objectos (50x50cm cada),desgraça


Comparo esta peça à quebra de umcódigo, o do choro.
Torna-se fisicamente impossível aoespectador não chorar enquanto mantiver contacto visual com a peçaem questão, aliás, com a totalidade dos cinco objectosapresentados.
Estes serão então a combinaçãoeterna, elementar e necessária para despoletar este tipo de reacçãodentro de um mecanismo latente em cada indivíduo.


Não se trata, no entanto, de carpircontra a vontade, não se trata de "cortar uma cebola", massim de um choro saudável, digamos assim, com a alma inteira. Umchoro fresco e sincero para todo e qualquer indivíduo.
15. Trânsito 2


conjunto de objectos localizados em:estrada R255, entre Reguengos de Monsaraz e Alandroal; estrada R124,entre Martim Longo e Pereiro, estrada N2, entre Fundada e Cumeada;N216, entre Vale da Madre e Soutelo.


Conflitualidade entre uma linguagempráctica e imediata e um novo elemento arcescentado a essalinguagem, através da introdução de sinais de trânsito semsignificado algum na sua leitura. No entanto, estes ainda assim podemser considerados pelo espectador como efectivos sinais de trânsito,dada a sua localização e aspecto físico.
Assistimos então, consoante avelocidade a que o condutor passa, à transformação daquele sinal.A experiência deixa de ser uma experiência de leitura, uma vez quenão há uma leitura clara do objecto, passa a ser simplesmente umaexperiência sensorial.




Nota:
Visto que a leitura dos sinais detrânsito normalmente implicam uma acção (ou uma não-acção) porparte do conductor, talvez a introdução de um elemento de trânsitocujo significado não é decifrável traga novos comportamentos atéagora não contemplados no Código da Estrada.
Exemplos:
1- Acelarar continuamente quando oveículo distar aproximadamente 100 metros de um cruzamento, eimediatamente antes de o atravessar, fazer inversão de marcha.
2- Accionar intermitentemente osfaróis de nevoeiro durante aproximadamente 10 segundos.
3- Seguir pela via de trânsitooposta somente em marcha-a-trás durante os próximos 2kilómetros, excepto veículos pesados.
4- Sair da viatura pela janela docondutor quando esta distar uma velocidade instantânea de 10kilómetros por hora.
Finally i would like to thank everyone involved in this exhibition that made a praiseworthy effort to make it happen:

Dario Cannata, responsible for the design of flyer, the poster and the catalog:
http://dariocannata.tumblr.com/
My college colleagues responsible for the managing of PAINEL:
http://galeriapainel.blogspot.pt/
http://www.facebook.com/pages/Painel/168115336567512
And last but not least, Tiago Cruz, who took the time and the patience to help me build the objects:
http://tc-inicio.blogspot.pt/
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Exhibition at Galeria PAINEL

Exhibition held in February at Galeria PAINEL, in Porto, Portugal
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