Na Superfície da Cidade  
Projeto de extensão UFMG
Período: março/2014 à fevereiro/2015
Professora coordenadora: Maria Luiza Dias Viana


Objetivo
A ideia deste projeto foi de expandir o campo do design de superfícies para o do
território, propondo o estudo de padronagens visuais para serem aplicadas em muros
ou escadarias, postes, fachadas arquitetônicas, e outros espaços públicos, partindo do
referencial simbólico e imagético de lugares de Belo Horizonte. Além do estudo e
pesquisa de técnicas de criação, repetição, de variações modulares e ordenamento de
imagens, o projeto, investiu no caráter investigativo das características visuais
identitárias, nas memórias e percepções dos próprios moradores sobre o local onde
vivem. Sabe-se que a interação e a apropriação de um território requer o envolvimento
de quem nele ocupa e habita, neste sentido faz-se necessário o uso de mecanismos
participativos para que se garanta o vinculo com as culturas locais das comunidades
envolvidas. O projeto tomou como estudo os bairros e Vilas do Aglomerado da Serra em
Belo Horizonte, tendo como parceiros a Escola Municipal Vila Fazendinha, o
Centro Cultural Vila Fátima da Prefeitura de Belo Horizonte e a ONG Corpo Cidadão.
Metodologia
Para isso utilizou-se primeiramente da leitura e fichamento de artigos/textos/livros
com temática relacionada, direcionando a pesquisa para métodos que evolviam,
entrevistas com moradores, levantamentos cartográficos, referências locais,
bibliográficas e de projetos semelhantes existentes, executando simultaneamente
registros fotográficos, oficinas de desenho, stencil, pinturas, simulações digitais, 
e ainda pesquisas em arquivos públicos (Urbel e Centros Culturais). As oficinas tomaram 
um significado determinante no projeto, pois envolveram crianças e adolescentes do bairro, 
permitindo uma interação direta com a realidade local envolvendo a comunidade, a
escola Vila Fazendinha e o Corpo Cidadão, por meio de conversas, reuniões, exercícios 
de percepção urbana e de observação, juntamente com visitas guiadas à comunidade 
(St. Lúcia da Serra, museus e galerias) e registro dos aspectos diversos, coletivos 
e particulares da cidade.
Estudos visuais
Técnicas de modulação a partir de territórios
Praça Raul Soares/Belo Horizonte
Desenvolvimento 
Prática do estudo do olhar, "o que eu vejo no meu cotidiado que pode ser explorado"
formas, texturas, cores. Investigar características visuais identitárias, nas memórias
e percepções dos próprios moradores sobre o local onde vivem. 
Uma das práticas aplicadas foi o desenho, utilizamos um caderninho de registros, 
nele as crianças ilustravam o que achavam interessante do bairro, utilizando como 
ponto de referência uma janela de papel, para que assim exercitassem o olhar, 
como um recorte, já pensando no elemento crucial das padronagens, o módulo. 
A partir daí, foi feita uma seleção dos desenhos, que logo em seguida foram 
transformados em stencil, para que as crianças pudessem perceber a 
transição do que elas tinham desenhado para um elemento visual e 
suas possíveis aplicações, combinadas com o suporte físico,
que consistia no stencil (acetato), tinta e papel.
Resultado de algumas oficinas de estêncil, com as crianças do Corpo Cidadão
Estudos visuais 
Técnicas de modulação a partir do referencial Aglomerado da Serra
Resultado
Propôs como resultado uma ação direta na própria comunidade, por meio da aplicação de padronagens em espaços previamente estudados, como um modo de propiciar uma ação prática reflexiva e propositiva no próprio território, devolvendo à ele as diferentes percepções e registros de que se tem dele. Tratam-se de intervenções urbanas de caráter artístico a partir de técnicas de desenho, pintura mural, estêncil, em espaços específicos, ressaltando aspectos identitários das próprias comunidades. Estas pinturas permitem também a ativação de espaços públicos pouco utilizados pela população local. 
Não foi possível concluir nossa intenção inicial, que consistia na pintura do muro, devido a imprevistos no cronograma, principalmente no que se diz respeito a agenda das escolas, alterando totalmente nossos planos. Decidimos por fim,
realizar uma exposição temporária, na Escola de Arquitetura e Design da UFMG, para que fosse possível apresentar 
o que foi produzido. Acreditamos que tivemos retorno significativo com as atividades desenvolvidas, dentre 
oficinas, visitas, entrevistas, estudos, simulações e pesquisas. Dando ênfase ao processo, e não somente as metas.​​​​​​​
"Pouco ou muito, é o tanto que a gente tem. Boa ou ruim, é a nossa história"
"Não tenho tudo que quero, mas amo tudo que tenho" 
Agradecimentos especiais: Wellington Tadeu, Fabiana Kauder, Beatriz Leite, Yole e Leone.
Dedicado a Lais Lacerda.
Obrigada!
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Expansão do campo do design de superfícies para o do território. Estudo de padronagens visuais, para serem aplicadas em espaços públicos.
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