Redesign Revista Marie Claire
O projeto de Redesign da Revista Marie Claire é um projeto experimental, que visa conhecer novas abordagens editoriais com foco em revistas. Escolhi trabalhar com revistas femininas, já que cresci lendo muitas delas. Atualmente decidi adotar um olhar crítico, procurando analisar o mercado atual e como o leitor se modificou, percebi esse momento no qual as mulheres estão se impondo, mostrando suas opiniões e colocando-se em uma posição crítica sobre diversos assuntos que antes não eram discutidos. Me fiz perguntas do tipo "Será que as atuais revistas femininas traduzem/representam essas mulheres?", "Seu conteúdo/design está coerente com essa mulher que questiona o mundo ao seu redor?" e por último, vi a necessidade de olhar mais especificamente para as veiculações do meu país e me perguntar "Alguma dessas revistas representam a mulher brasileira?". A princípio escolhi revista Marie Clarie, já que está entre as revistas mais populares e de veiculação mundial. No aprofundamento da pesquisa sobre a revista, encontrei problemáticas que serviram como pontapé inicial e cheguei a conclusão que, para que essa revista tenha maior proximidade com a realidade da mulher brasileira, considerei importante definir os seguintes objetivos:
Com base nesses objetivos, filtrei 3 principais valores que a revista deve transmitir, a liberdade, que vai de encontro com a postura dessa mulher leitora, que procura ser livre ao dar sua opinião, quebrar padrões e ser livre quanto ao seu corpo, a reflexão que representa a atitude de se questionar sobre seu mundo e raça que é a questão de reforçar suas identidades regionais, no caso as mulheres brasileiras, mas o conceito seria aplicável a cada região onde a revista é publicada. 

Outro ponto importante, foi pensar como a revista se coloca em um padrão, principalmente visual,que se repete em toda sua veiculação mundial. Esse padrão muitas vezes tem sua referência francesa, relacionada diretamente com a origem da revista, as cores, linguagem fotográfica e até linha de conteúdo são muito próximas entre edições. Analisando essa questão, a nova proposta, sugere uma postura da revista ser regional antes de ser universal, ou seja, levar em consideração que seus leitores fazem parte de uma cultura, realidade social e regiões completamente diferentes, adaptando seu layout/conteúdo/nome a cada uma dessas etinias. Sendo assim, uma solução seria a revista ter a versatilidade de mudar de nome conforme o país que veicula, no contexto brasileiro, a Marie Claire chamaria-se Maria Clara, que é um nome comum entre os brasileiros e significa luz e determinação.
A linguagem fotográfica reforça os valores de raça e liberdade. Foram escolhidas modelos que representassem a mestiçagem da brasileira, que é a mistura de raças e plurariedade cultural. Além disso, as fotos tem o objetivo de passar naturalidade e espontâniedade, deixando as modelos livres de maquiagens e roupas sofisticadas.
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Projeto experimental: Redesign da revista Marie Claire.
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