As fronteiras são linhas imaginárias que nos separam de seres que vivem no mesmo lar que nós. O mundo é formado por sistemas de regras que nos impedem de cruzar essas linhas, contradizendo e violando nosso direito universal de ir e vir.
    
Com essa linha de reflexão apresento o projeto Guadalupe: histórias de imigrantes que saíram de sua zona de conforto em outros territórios pelas mais diversas razões e chegaram ao Brasil com o sonho de fazer dessas terras também o seu lar. Eles já fazem parte de Brasília, do Goiás, do Cerrado. Décadas de vivência no Planalto Central e expectativas dos recém chegados fazem a diversidade dessa pesquisa.


Sons de línguas desconhecidas, te lembram aquela escala que você fazia em uma longa viagem longe da família. 
Vivenciar experiências de outros seres nos fazem mais humanos, nos conectam com algo além da matéria, nos coloca em nosso lugar para reconhecer a igualdade na diversidade de quem compartilha um mesmo planeta. 
Por quê o nome? A Virgem de Guadalupe, é uma das mais populares santas da América Latina. Oficialmente é a padroeira do México e também protetora dos migrantes. Sua popularidade com os migrantes que no início, em sua maioria eram mexicanos que arriscaram suas vidas tentando cruzar a fronteira para os Estados Unidos em busca de uma vida melhor, também ganha devotos por toda América Latina, principalmente. Não há nome mais inspirador para um projeto que mostra o lado mais humano desses nômades do mundo todo que se aventuram em territórios desconhecidos, nessa ocasião, no Brasil.
"Las fronteras son líneas imaginárias. El mundo no es nuestro, somos del mundo."
Projeto Guadalupe
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Erica De Sousa

Projeto Guadalupe

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