A Segurança da Informação Começa em Você
154
2
0
Published:
  • Add to Collection
  • About

    About

    Hoje em dia, a maioria dos escritórios de advocacia possui um departamento especifico de tecnologia da informação. Contudo, engana-se drasticamen… Read More
    Hoje em dia, a maioria dos escritórios de advocacia possui um departamento especifico de tecnologia da informação. Contudo, engana-se drasticamente quem acredita que a segurança e sigilo das informações internas são de responsabilidade exclusiva deste setor. Read Less
    Published:
 
Hoje em dia, a maioria dos escritórios de advocacia possui um departamento especifico de tecnologia da informação. Contudo, engana-se drasticamente quem acredita que a segurança e sigilo das informações internas são de responsabilidade exclusiva deste setor. Não obstante à importância do TI no cenário jurídico, que visa manter o funcionamento da estrutura tecnológica dos grandes escritórios, treinar e capacitar seus usuários, bem como garantir a utilização dos recursos mais avançados e da melhor forma possível, o crescimento alarmante e sem freios da internet trouxe com igual velocidade os crimes virtuais, onde as principais vitimas são as pessoas menos preparadas para interagir com este novo e badalado mundo.
 
Para fugir deste cenário nada animador e manter em segurança todas as informações do escritório e de seus clientes, agora é necessário vivenciar em todos os níveis a segurança da informação. Investir em softwares extremamente caros e profissionais da área capacitados, já não é suficiente, blindar os usuários é tão importante quanto adquirir um bom antivírus. O usufruidor da tecnologia tem igual, ou maior, responsabilidade sobre a segurança da informação do que outrora, pois ele será o principal alvo dos hackers de plantão.
 
No que tange a falha dos profissionais jurídicos na manipulação de informações e mecanismos para o desempenho de suas atividades diárias, podemos destacar o critério das senhas. Há que se considerar que nos dias de hoje possuímos diversas chaves e códigos para acessar as mais variadas soluções do mercado e, por conta disto, criar combinações seguras ou memorizá-las pode ser um desafio engenhoso. Todavia, pode-se usar de programas de computador específicos para o gerenciamento e criação de senhas mais seguras, desde que observadas algumas regras simples ao gerar o seu token de segurança:
·         Não usar de combinações sequenciais, por exemplo, 1234.
·         Evitar informações pessoais, como data de aniversário, casamento, nome de parentes, etc.
·         Jamais utilizar uma mesma senha em diversos sites ou serviços.
·         Efetuar a troca constante dos códigos de acesso, evitando criar padrões lógicos, mudar apenas o último digito, por exemplo.
·        
E por último, manter esta informação guardada a sete chaves, longe de olhos curiosos e sob nenhuma circunstância partilhar com terceiros.
Para se ter uma ideia o caso das senhas vulneráveis é tão grave que trata-se de um dos motivos campeões para invasão de computadores e roubo de informações na internet. Para ter uma proteção efetiva neste quesito o recomendado, além de evitar os itens já mencionados anteriormente, é usar de símbolos e caracteres especiais, misturar letras e números e ainda alternar entre maiúsculas e minúsculas. Confira no site “How Secure is My Password” quanto tempo levaria para que um hacker descobrisse sua senha e veja se não está na hora de mudá-la.
 
A fragilidade de suas senhas pode comprometer quaisquer serviços do escritório, como emails, gerenciamento eletrônico de documentos, muito comum ultimamente, e assim por diante. Na condição de uma invasão ao GED de um escritório poderiam ser extraviadas informações sigilosas, comprometer andamento de processos e até gerar milhares de reais em prejuízos para todos os envolvidos, escritório e clientes.
 
Em outra vertente avistamos a mobilidade atingir os mais altos recordes de uso dentro dos setores jurídicos, o acesso literalmente na palma da mão a comunicadores instantâneos e muitos outros recursos, muitas vezes, proporcionam a partilha de informações em tempo real. Apesar disso, esta plataforma oferece os mesmos riscos que os meios tradicionais, principalmente, em decorrência da funcionalidade de auto login, disponível em uma infinidade de aplicativos móveis, que dispensa a necessidade de recordar a senha em cada uso, apesar disso facilita o acesso a qualquer um que dispor de seu smartphone ao alcance.
 
Ressalte-se que a maioria dos usuários móveis afirma ter sua própria vida em mãos ao se referir ao conteúdo armazenado em seus dispositivos, para os advogados carrega-se junto informações de clientes e do escritório, fator que agrava ainda mais o quadro. Portanto, o profissional jurídico precisa compreender que suas ações implicam diretamente na segurança dos dados a que tem acesso e tomar medidas cabíveis para proteger e garantir a integridade dos serviços prestados.
Preocupar-se com a confiabilidade das informações vem extrapolando o domínio da TI, eliminando a retórica de que esta seria atribuição apenas do departamento de tecnologia e encarando os crimes cibernéticos como verdadeiros riscos para o negócio do próprio escritório e de seus clientes. Apesar de esta mentalidade enfrentar mudanças recentemente, como explanou a pesquisa do Gartner em que 63% dos entrevistados afirmaram que a segurança da informação recebe apoio de outras áreas da organização, os advogados e demais profissionais jurídicos necessitam adotar esta mentalidade e perceber que o risco é real para todos, inclusive você.
 
Tal como o escritório jurídico deve fornecer políticas reguladoras do acesso e administração das informações, cabe ao usuário de todo sistema seguir estes parâmetros de boa conduta, bem como atender aos requisitos do departamento de tecnologia da informação quanto às práticas de segurança a fim de evitar problemas futuros. Afinal de contas, são as pessoas que apertam os botões, certo?