O projeto A ILHA tem como lugar de estudo 3 famílias de reclusos, presentes no distrito do Porto, vítimas da ausência e da privação.
Neste trabalho, procuramos as relações, insistimos no silêncio e identificaremos a relação existente entre duas realidades divididas pela liberdade. Assim, pretendemos refletir sobre a ausência e sobre a solidão presente no lugar exterior onde o homem estava anteriormente inserido. O projeto fala sobre vivências, pessoas, lugares comuns aqueles que na prisão esperam pelo cumprimento da pena. O ato criminal pune de acordo com os princípios da lei. Contudo, a família padece os efeitos da reclusão no seio familiar. A casa carrega consigo a delonga do tempo, os lugares são misteriosos e o silêncio é quase rotina. O ato de conversar não existe, resta aguardar. As conversas são dispersas, os temas não se cruzam, os dias cambiam a ordem dos seus pensamentos.
 Não existe ninguém, ouve-se o silêncio, aglomeram-se vestígios de alguém que não está, naquele momento. Com este trabalho, propomo-nos a observar durante o período da pena, de que forma a família e o lugar se alteram (ou não) com a reclusão familiar provocada pela perda de liberdade do Homem. A perda de liberdade representa uma fraqueza: física, familiar, social, emocional. O corpo recluído cria um vazio no lar, no espaço social e familiar.
Surge lugar de reencontro. Por um lado textos e testemunhos em formato de carta escritas durante o período da pena, por outro a ausência do homem recluído no lugar que ele habitava.
Vestígios do homem que aguarda o cumprimento da pena, vestígios de uma família que o espera, vestígios de um lugar.
 
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS:
Nº de Imagens para exposição: 15
Tipo de Impressão: Injekt Print
Papel: Hanhmuhle Silk Baryta 315 gsm
Suporte: Papel 
Dimensões: 70x60cm / 80x60cm 
 
A ILHA
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O projeto A ILHA tem como lugar de estudo 3 famílias de reclusos, presentes no distrito do Porto, vítimas da ausência e da privação.
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