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    Projecto de habitação de emergência para o Beato, Lisboa. Desenvolvido no 3ºAno do curso de arquitectura (2012/13)
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— Projecto de habitação de emergência para o Beato, Lisboa —
Projecto 3º do Curso de Arquitectura · 2012/13
· Memória Descritiva ·
 
O projecto de um conjunto habitacional de emergência proposto está inserido junto ao Convento do Beato num recanto rochoso que apresenta uma linha de rua relativamente estreita quando comparado com a dimensão que o terreno da proposta assume por detrás das pré-existências. Com o objectivo de ir ao encontro da Alameda do Beato foi criada uma estrutura distribuidora que se extende desde a face da rua até ao interior do terreno e que se apresenta como um convite à entrada neste espaço resguardado. Este espaço assume-se como um espaço público-privado que faz a distribuição vertical de acesso às quatro torres de habitação, que se traduz numa escadaria e em dois elevadores que fazem a ligação aos quatro níveis de habitação, e recebe ainda uma lavandaria, um espaço colectivo, um terraço colectivo e um depósito privado, com cerca de 10m2, por unidade de habitação e uma comunicação vertical secundária que faz a ligação aos quatro níveis de depósitos sendo que o espaço colectivo tem acesso directo pelo terraço.
 
A distribuição às unidades de habitação é feita por uma estrutura com três lajes de betão suportadas com pilares circulares. Cada nível permite o acesso a quatro habitações cada uma com uma capacidade para 6 pessoas.
 
A unidade de habitação tem por base um modulo de habitação de planta rectangular com uma área total de 33m2 duplicados em dois pisos.
 
A base de organização da habitação é a de corredor servidor e corredor servido traduzindo-se na divisão do espaço em duas partes iguais, cada uma com as suas funções e características formais.
A primeira, uma área compacta, envolvida por uma carcaça opaca e de onde partem os elementos funcionais que permitem habitar o espaço.
 
A segunda, uma área mais transparente, definida por vãos que desconstroem a ideia de carapaça e que criam contraste com a primeira área de arestas materiais bem definidas.
O contacto físico e visual com o exterior apenas é feito através da área mais transparente não fragilizando a área contentor opaco da máquina de habitar.
 
A centralidade do motor enquanto engenho gerador das activi- dades de uma habitação torna-se evidente pela projecção dos seus limites na fachada de entrada através de dois vãos estreitos que a percorrem verticalmente e permite uma centralização deste quando realizado o espalhamento e empelhamento originário da agregação de cada uma das quatro torres de habitação.
 
É no motor que se concentram o espaço de preparação de refeições, as instalações sanitárias e alguma arrumação, deixando os espaços de estar, comer e dormir para um segundo nível hierárquico. O acesso vertical foi relegado para um terceiro nível de ocupação de espaço estando por isso na área mais transpar- ente onde se pressupõe uma permanência mínima.