A presença massiva do design gráfico e seus desdobramentos no contexto urbano foi um dos grandes motivadores da pesquisa que originou o dingbat Gradil. Concomitantemente, florecia a ideia de dar origem a novas referências imagéticas que fizessem alusão a cidade de João Pessoa e à sua memória cultural, o que também pode ser compreendido como forma de incentivo e promoção da cultura tipográfica local e nacional.
A riqueza estética do elemento gradil e sua representação simbólica, constantemente evocativa de lembranças relacionadas à família, mostraram-se particularmente instigantes, bem como a sua relação com o design gráfico, percebido nas composições, modulações, repetições, espelhamentos e os grafismos gerados.
João Pessoa, fundada em 1586, é a terceira capital mais antiga do Brasil e apresenta um vasto acervo arquitetônico barroco, encontrado não só em seus monumentos e igrejas, mas também em outros elementos arquitetônicos. Muito embora tenhamos tantos anos de fundação, as políticas de preservação da memória da cidade ainda se limitam ao âmbito da documentação tradicional. Entende-se que a responsabilidade social de preservação da memória, tanto é das instituições, quanto da sociedade e do poder público.
O problema proposto nesta pesquisa diz respeito a busca por componentes que possam ser parte integrante de uma nova iconografia para a cidade, presente no imaginário coletivo,  revelando-o e destacando-o através de métodos e técnicas próprias ao design gráfico e, desse modo, tornando-o objeto de fácil disseminação e propagação.
Dingbat Gradil
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Tipografia digital desenvolvida para o trabalho de conclusão de curso.
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