"Sete Cães a Um Osso, o Último Que Apague a Luz"
“Sete cães a um osso, o último que apague a luz”
 
A cunha é uma trava de porta que impede esta de se fechar, facilitando assim o trabalho de termos que a abrir por nosso esforço.
 
De mão no peito todos dizem: Não preciso de tal coisa.
 
Aquela sala distante, ao alcance de um rodar de manipulo, espera vazia. Somente uma luz vinda do tecto clareia o espaço que espera pelo audaz que seja capaz de se embutir de força e avance para tal tarefa.
Pela fechadura escapa um fio de luz, e quem vê quer lá chegar. Mas a passagem parece intransponível. De repente um vulto surgido do nada aparece e qual acto de bravura lança a mão ao manipulo e entra de rompante, voltando a porta a fechar-se. Aquele que anteriormente encheu os pulmões de ar e disse: “Não preciso de cunhas para nada” pensou para si, agora até que dava jeito..
A porta abriu-se.. E vê-se aquele que á minutos entrou, surgir novamente.  A cunha foi posta, a porta fora calçada, agora, é vê-los a correr. Sete disparam em fúria, vale tudo, o que interessa é entrar.
À entrada, aquele que calçou a porta espera sereno. Entraram os sete, contentes mas confusos. A sala vazia, a luz ao centro e o homem a porta.
 
“-Já comeram tudo, o último a sair que apague a luz”
"Sete Cães a Um Osso, o Último Que Apague a Luz"
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"Sete Cães a Um Osso, o Último Que Apague a Luz"

122x114 cm, Acrílico sob madeira, 2013
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