Portugal tem uma forte tradição circense, não só por ser um país que suporta perto de 20 circos em tournée durante todo o ano, como é um dos grandes exportadores de artistas para o mundo. Durante a época de Natal os Circos têm uma reforçada dose de trabalho; aproveitei esta oportunidade e durante uns dias estive na companhia do Circo Soledad Cardinali que mais uma vez apresentou durante um mês o seu espetáculo em Matosinhos. 

Demora nem dez minutos. Entrar e sair da caravana. Entrar com a roupa do dia a dia e sair com a maquilhagem e o figurino. São pessoas, que são como super-heróis com alter-egos. O palhaço, o trapezista, a contorcionista e o domador de leões. "Os artistas de circo vivem duas horas de glamour e todas as outras de uma normalidade que não se apreende quando vemos os brilhos que libertam na pista". 

"Backdoor Circus" é uma parte do seu quotidiano, situações de convívio e alguns momentos mesmo antes do espectáculo. Descobri que as pessoas do circo não comem todas juntas, que têm televisor e que não trabalham no circo por falta de melhor opção", são felizes, com uma dose de felicidade que toda a gente alcança no seu dia a dia. 

Com a evolução dos tempos, evoluíram também o tipo e espécies de animais apresentados. “Longe vão os tempos em que os animais eram vistos como “bestas” que apenas serviam para ser dominadas pelo homem; hoje apenas fazemos prova da estreita relação entre nós, sem recurso a drogas, subjugação ou qualquer tipo de violência gratuita”. Normalmente por serem artistas de circo, são vistos como os “coitadinhos” que não ganham muito dinheiro... pois responderam-me que já tinham vivido numa casa “normal” e tinham tudo o que têm agora.
Backdoor Circus
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Photojournalism Work - Circo Soledad Cardinali | Matosinhos, Portugal.
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