Há quase uma década, a cidade do Porto debatia-se com um decrescimento enorme da população no centro histórico, com imensos edifícios ao abandono e um crescente aumento da pobreza e desigualdades sociais provocadas pela crise que abalava o país. Coincidente com essa época negra para a cidade, inicia­-se o que seria o boom do turismo na cidade do Porto resultado de variados prémios e nomeações, levando a um aumento gigante de turismo, trazendo consigo toda uma nova dinâmica para a cidade com o negócio do turismo que iria encher a tão tradicional baixa do porto com airbnb’s e tascos gourmet. Se trazia uma melhoria para a cidade com a reabilitação e revitalização do centro histórico e do comércio (que dependia inteiramente do dinheiro do turismo pois praticam preços impraticáveis para o comum local), trazia também um aumento absurdo do valor da habitação, a despejos em massa, ao encerramento de espaços e estabelecimentos realmente tradicionais resultados de uma mercantilização da cidade e á sobrevalorização da baixa, tornando a cidade do Porto uma cidade morta para quem sempre cá viveu. Esta performance sonora pretende explorar as questões gráficas da gentrificação e da realidade da vida urbana na cidade do Porto.
PORTO/MORTO
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