O Convento de Santo António do Praxel - Lagoa, Algarve,
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    The Convent of St. Anthony's Praxel - Lagoa Historical background The Convent of St. Anthony's Praxel was probably built from the sixteenth century. From small buildings to support the agricultural life, followed by the construction of a chapel and bell tower. Structure that exists today, there is the existence of a monastery built on a courtyard with the tank, probably earlier. With the suppression of religious orders in 1834, he went to private property. What is visible today is the building of the chapel and vaulted attachments. Laterally there are traces of what has been a cloister, and starts the walls of the buildings surrounding it. Location and Structure Mastering the geographically adjacent hill village south of Estombar, turns on the estuary of the River Arade situation promontory. The land surrounding the buildings, down in terraces to a height of river. Involving buildings south and east, there is a recent urbanization of residential character. The structure has a visible unit buildings that are developed around a main courtyard (cloister), combined with a farm yard, behind the church building. This is a formal structure, this type of normal structures, evolved over time, as already stated. The entire set shows the advanced state of disrepair. Aesthetic Guidelines Cohabit here several times constructive and architecturally distinct on a common basis, the result of an increasing population of the Franciscan order, the conversion of dwellings, conversion functions, adaptation to new requests common in all ages. Read Less
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Then came an idea - Let's All Urbanizing
Residence and Hotel




The Central Cloister





Playful Study of Color and the Shape
Cubes , was a provocation to my client in order to allow him a single, concrete plant, which was physically disconnected from the wall and marked / made the historic crossing of the cloister to the pool area which had a contemporary architecture. At least the project was so ...
Project more or less final









Convent in Praxel 08/2008
... The program changes, addition of a wing-off and subsequent amendments ... I have yet to see what they did to the said principal elevation of the new part ... then the engineer has not spoken to me and planted there pillars absolutely unnecessary ... but the owner always says - there have been some changes. But the project is based on your ...
What I can say is that the book is embargoed ... but this is in the Algarve, which is a different world, and probably will be built when there is money ... or go down in history as an unfinished work ... ... the client's lawyer ... lawyers have a vision of the world and acts very different from what "we" mere mortals have ...

[ Hoje em dia todo ovestígio do passado do qual resta um testemunho tem pretensões a valorhistórico ]
 Alois Riegl “Le culte moderne desmonuments".
 
Ao se intervir noconvento de Praxel, fomos obrigados a reflectir, mais uma vez, na questão domonumento.
Um monumento é umamemória, e uma memória é algo que pertence ao passado. Algo que foi e não émais.
Na impossibilidade deescrever um artigo cientifico sobre o valor dos monumentos e a prática seguidana intervenção arquitectónica, remete-se para dois autores de referencia, aquestão filosófica e conceptual : RIEGL, Alois “Le culte moderne des monuments.Son essence et sa genèse”; CHOAY, Françoise “L`Allégorie du Patrimoine. Lacouleur des idées”.
 
Assim pode-se afirmarque a intervenção presente, não constitui uma reconstrução ou reconstituição deum edifício passado.
 
A função, elementofundamental na concepção de qualquer edifício, mudou.
O proprietário,residente para o qual qualquer arquitecto projecta uma forma adequada a umafunção, mudou.
As técnicasconstrutivas e a definição de “conforto”, foram substancialmente alteradas pelalegislação normativa.
 
[A noção/conceito demonumento não deve ser entendida num sentido objectivo , mas sim subjectivo.Não é o destino/função original que confere ás obras o carácter de monumento,somos nós que o atribuímos. ]
 Riegl diz que possivelmente o artista aofazer uma obra , procura sobretudo satisfazer necessidades praticas e própriasou as exigências dos seus ideais (sentir da época), não existindo a ideia detransmitir ás gerações futuras testemunhos da sua actividade artística ecultural.
 
Fica a definiçãoindividual do espaço em que se vai intervir.
 
Começaremos por dizerque o convento de Santo António de Praxel era um convento, logo residência Franciscana.A Ordem Franciscana é ainda hoje uma ordem cujo valor principal é odespojamento dos bens materiais.
O edifício em questãofoi uma construção simples, de características rurais (não urbanas), inseridonuma propriedade agrícola, hoje inexistente.
Como a maioria dasconstrução cuja titularidade permanece durante muito tempo nas mãos de umaordem ou corporação, é constituído por várias fazes construtivas, que sesobrepõem.
À sobreposição deépocas construtivas, existem manifestações de técnicas e estilosarquitectónicos e construtivos diferenciados.
Levanta-se aqui umaquestão : Nas reconstruções das cidades e de edifícios foi considerado pelosseus arquitectos as preexistências históricas ? Resposta da história : Não! DeRoma à alta de Coimbra; da Baixa Lisboeta à Paris de Hausseman; nasreconstruções do pós guerra da Europa, houve diferentes critérios,sucessivamente criticados.
Ao se construir opresente, existe hoje na ideia de quem constrói, uma noção de fazer história,de se projectar no futura, logo de rescrever o passado.
Sobre esteassunto diz Aymonino [ A cidade é portanto um lugar artificial de história noqual cada época - todas as sociedades acabam por se diversificar da que asprecedera - tentam , mediante a representação de si própria nos monumentosarquitectónicos , o impossível: assinalar aquele tempo determinado , para alémdas necessidades e dos motivos contingentes porque os edifícios foramconstruídos ]
CarlosAymonino [1]
 
Normase tentativas de regulamentação têm existido sempre sobre este assunto. Citandosó algumas, deixando as mais recentes pela sua proximidade, refere-se  em 1534 de Papa Paulo III; 1960 Cartade Veneza; 1974 Bolonha. Declarações; 1975 Amesterdão; 1976 Praga e Nairobi.Recomendações; 1978 México. Conclusões; 1982 as Resoluções de Kesteuret.
Comisto pretende-se dizer que o autor desta intervenção tem conhecimentosaprofundados sobre as questões do património, e uma prática projectual de 20anos. Trata-se de mais um arquitecto que intervém num edifício onde muitosoutros intervieram, mas provavelmente o mais habilitado.
 
Oedificado onde se vai intervir, podendo ser ou não ser património edificado,tem valor de monumento, enquanto se conservar de pé. Mas o seu maior valor, anosso ver é o valor de memória. É precisamente aqui, na memória que vamosintervir, edificando, acrescento valor arquitectónico, conservando até, massobretudo o valor de memória acrescentada pelos novos usos e funções que seprojectam no futuro colectivo de todos os que por aqui vão passar.
 
Aovalor da antiguidade, vamos acrescentar o valor da modernidade. Vamos realçar ovalor histórico que evoca um passado de uma ordem, ao reabilitar o conjuntoexistente, tornando-o mais vivo, mais presente, ao observador, incrementando oseu valor de rememoração, projectando para o futuro aquilo que se espera dosmonumentos – Que sejam eternos.
 
Opresente projecto é, como todos os projectos, um compromisso entre asexpectativas do proprietário, a opinião que o técnico pensa válida para o locale o normativo que as entidades competentes consideram de estipular para a zona.
 
Descreveros antecedentes a este projecto.
 
O Convento deSanto António do Praxel foi, provavelmente edificado a partir do século XVI.
Depequenas construções de suporte à vida agrícola, seguiu-se a construção de umacapela e de torre sineira.
Daestrutura hoje existente, verifica-se a existência de um claustro construídosobre um pátio com cisterna, provavelmente anteriores.
Coma extinção das ordens religiosas de 1834, passou para  a propriedade de privados.
Oque hoje se encontra visível é o edifício da capela e anexos abobadados.Lateralmente existem vestígios do que terá sido um claustro, e arranques deparedes das construções que o envolviam.
 
Dominandotopograficamente o morro adjacente sul da vila de Estombar, vira-se sobre oestuário do rio Arade em situação de promontório.
O terreno que envolve asedificações, desce em socalcos até à cota do rio.
Envolvendo as construçõesa sul e nascente, existe uma urbanização recente de carácter residencial.
 
A estrutura visívelapresenta uma unidade de construções que se desenvolve à volta de um pátiomaior (claustro), articulado com um pátio agrícola, nas traseiras do edifícioda igreja.
 
Trata-se de umaestrutura formal, normal deste tipo de construções, evoluídas no tempo, como jáse afirmou.
 
Todo o conjuntoapresenta avançado estado de ruína.
 
Coabitam aqui váriasépocas construtiva e arquitectonicamente distintas sobre uma base comum, frutodo aumento populacional da ordem franciscana, da reconversão das habitações, dareconversão de funções, adaptação ás novas solicitações comuns em todas asépocas.
 
Noseguimento do que foi dito, a construção em questão, foi profundamentereflectida em termos de conceitos.
Trata-sede uma residência familiar de grande dimensão, com a função acrescentada deturismo de habitação.
Temgrande visibilidade em termos de imagem postal, mas pouca ou nenhuma importância,vista do seu interior.
Oedifício proposto adapta as construções existentes ás funções de habitação,mantém o valor de rememoração na sua imagem histórica de ruína à qual se acoplauma construção de linguagem arquitectónica actual, que se baixa em relação aosedifícios existentes, com uma imagem arquitectónica minimalista.
Ascores e os tons escolhidos nos materiais exteriores, são neutros, Sobressaindoos ocres tradicionais.
 
Comotoda a obra no momento em que é acabada, tem vida e ressalta. Mas contra essefacto nada se pode fazer. É a própria definição de arquitectura – o dia defesta, numa vida de trabalho.
 
Atipologia conventual, evolui do conventus (quinta romana), tanto na suaetimologia como na sua estrutura. Esta, centrada num pátio interior maiselaborado (claustro), apresenta frequentemente um outro pátio de serviçorelacionado com a parte agrícola.
Partindodesta imagem construiu-se um conjunto novo baseado nas possibilidades dedistribuição e na sobreposição métrica dos vestígios encontrados.
 
Aparte compreendida pelas capelas e as duas salas abobadadas serão consolidadas,rebocadas com reboco grosso e caiadas de forma a permitir o equilíbrio dosmovimentos de humidade. Na fase seguinte ao licenciamento, será entreguepormenorização construtiva referente a portas, janelas, aros, rodapés,pavimentos e iluminação.
 
Aconstrução do claustro, opção do proprietário que pretende reforçar a imageminterior de um convento, assume-se como construção nova. Entenda-se aqui que,feito um estudo de levantamento no local, e uma investigação sobre claustros deconventos franciscanos, não se encontraram elementos suficientes para procedera uma reconstituirão histórica. Assim, com base na métrica vitruviana da ordemtoscana, com base no diâmetro da coluna (0,22) constituiu-se uma imagem de umclaustro formal com colunas e base em pedra, coberto por telheiro.
Omuro arruinado de remate da ala das celas, assim como o seu embasamento, serámantido na sua imagem actual, devidamente consolidado. A construção novaencosta a este paramento, marcando a diferença de épocas de construção pelautilização de materiais e cores diferenciados.
Amétrica do convento é respeitada, tanto pela sobreposição de paredesdivisórias, como pela sua ausência.
Oterreno será nivelado à cota intermédia de 29.00, coberto por camada deprotecção de areia fina e enrocamento encima da qual será executada laje defundação. A utilização de lajes fungiformes permitirá uma métrica de vãos de15x15 metros, minimizando a necessária abertura de fundações, e a suasobreposição a eventuais vestígios de fundação de paredes existentes.
 
Oconjunto do edificado distribui-se por 5 zonas principais :
-  Zona Intima -Capelas e salas abobadadas, depois de transformadas em sala, cozinha e zona deentrada, conjuntamente com os 6 quartos que envolvem o pátio menor, formalizama residência intima, destinada ao usufruto da família. Anexo ao uso da famíliaestá o conjunto de espaços exteriores formado pela entrada e jardins anexos,garagem e parqueamento descoberto e coberto confinante com a entrada principal,assim como a piscina de cota superior.
-  Zona Comum - Os2 quartos, salão e varanda panorâmica coberta, constituídos na ala das celas,formam uma unidade afecta ao turismo de habitação directamente ligado à casa.
-  Zona dosTuristas - Os 10 quartos e salas que se desenvolvem em dois pisos desnivelados,mas ligados à residência por escada e elevador, destinam-se a turismo dehabitação.
-  Zona de apoio à piscina- Anexo ao serviço do turismo de habitação está o edifício excêntrico emrelação ao conjunto, e que serve de restaurante-bar de apoio à piscina de apoioao turismo, assim como os espaços exteriores ajardinados e o parqueamento decota inferior. Integrado neste edifício está um espaço destinado à residênciade funcionários domésticos.
-  A casa dehospedes (visitas e amigos da família) embora independente, integra o conjuntocoberto da residência familiar, poderá eventualmente servir também para alojamentode turistas.
 
Piso1 – Dois quartos, casa de banho, átrio de distribuição, terraço e escadas deligação com o piso inferior.
 
Piso0 – Espaço das capelas : Sala de estar, sala de jantar, escritório, bibliotecae instalação sanitária de apoio. Átrio de distribuição e escadas de acesso aopúlpito.
Espaçosalas abobadadas – Átrio de entrada, cozinha e átrio de distribuição.
Espaçonovo – Seis quartos de casal com casa de banho privativa, espaços de circulaçãoe distribuição, sala comum, torreão varanda e pátio interior , duas entradas deserviço, escadas de ligação vertical e elevador. Varanda panorâmica coberta eescadas exteriores de ligação com a plataforma jardim inferior.
Casade hospedes – Átrio de entrada, sala comum, cozinha, quarto, casa de banho etorreão varanda.
Espaçosexteriores – Portão de entrada, jardim e adro; estacionamento privativo cobertoe descoberto e arrumo de material de jardinagem. Porta de ligação ao claustro,claustro, relvado, piscina e casa de apoio à piscina.
Portãode acesso à garagem, rampa e pátio de serviço.
 
Piso–1 – Garagem e arrumos, átrio de distribuição e corredor de ligação àplataforma jardim exterior, escadas de ligação vertical e elevador.
Piscinae bar de apoio à piscina dos turistas. Zona de tratamento de roupa, arrumo earmazém. Residência de empregados (descrever depois de feito).
 
Piso– 2 – Cinco quartos-suite, com casa de banho privativa, bar e sala de pequenosalmoços. Átrio de distribuição, elevador, corredor e escadas de ligaçãovertical.
 
Piso– 3 - Cinco quartos-suite, com casa de banho privativa, átrio de entrada e salacomum. Átrio de distribuição, elevador, corredor e escadas de ligação vertical.Estacionamento para turistas e espaços verdes ajardinados.
[1] Carlos Aymonino , "O Significado das Cidades" , EditorialPresença , Lisboa , 1984.
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