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play fair poster series

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  • play fair
    poster series
  • Tendo como ponto de partida o tema centrado na lutaanti-doping e no incentivo ao “fair play – play fair”, desenvolvi em primeirolugar um cartaz que através de uma antítese, transmite uma forteimagem e um conceito centrados no símbolo Olímpico, já que o apogeu desportivode qualquer atleta é a participando nos Jogos Olímpicos.
    Essa antítese é reforçada pelo uso de comprimidos no desenhodos cinco arcos olímpicos, já que a forma mais básica do doping actual passapela toma de medicamentos com a forma de comprimidos, tentando disfarçá-loscomo sendo um tratamento vulgar.
    Deste modo consigo passar uma mensagem com múltiplossentidos, sempre centrados no headline “play fair”.
    O próprio headline do cartaz tem como ponto de partida oslogan “fair play”, muito associado ao desporto em geral, e ao usar a troca dasduas palavras consegue-se uma maior chamada de atenção, quase com que setratasse de uma pseudo ordem. Acaba-se por “impor” ao atleta que jogue limpo,que jogue naturalmente e sem recurso a qualquer tipo de substanciapotenciadora.
    Como apêndice ao headline, e também servindo de complementoà organização estrutural do cartaz, optei por inserir um “sub-título” comdiferentes “camadas de importância”. Este é composto pela expressão “worldanti-doping code”, que é imediatamente seguido de um extracto do textointrodutório do código mundial anti-doping – “World Anti-Doping Code promises to strengthen the fight against dopingand bring all athletes one step closer to fairer competition”.
    Todo este conjunto de texto serve de complemento aoheadline, dando uma informação mais detalhada e mais explicita a quem éconfrontado com a comunicação principal do cartaz.
    Logo de seguida e sempre com a preocupação na estruturaorganizadora do cartaz, surgem os logótipos institucionais que apoiam acampanha em causa. Nomeadamente, o Comité Olímpico Internacional e a AgênciaMundial Anti-Doping. Imediatamente ao lado destes dois logótipos é apresentadoum pequeno grupo de comprimidos, amontoados aleatoriamente que reforçam aindamais a tal “contradição” da mensagem do cartaz.
    No lado oposto a este “bloco” de texto e de logótipos, surgea tradução do headline.
    Falando agora dos restantes cartazes que surgiramposteriormente ao cartaz dos anéis olímpicos, estes seguem exactamente a mesmaestrutura, apenas mudando a imagem principal. Esta deixa de conter os anéisolímpicos e passa a ter a representação de quatro pictogramas.
    Esses símbolos, cujo desenho se baseia nos pictogramasoficiais dos Jogos Olímpicos de Munique – 1972, representam quatro modalidadesdesportivas onde a incidência de casos mediáticos relacionados com o doping émais intensa. São elas; o atletismo, o ciclismo, o halterofilismo e a natação.
    Estes pictogramas são construídos/desenhados exactamente do mesmomodo que os anéis olímpicos, ou seja, o pictograma é desenhado peloscomprimidos e posteriormente fotografado no seu melhor ângulo.
    Falando agora do carácter monocromático do cartaz; estedeve-se principalmente ao lado prático na produção fotográfica, já que o factode se fotografar comprimidos brancos contra um fundo preto acaba por destacarainda mais a cor destes. Estabelecendo também um paralelismo evidente entre o“objecto” comprimido e a droga, já que a cor dela é também branca.
    No seguimento desta preocupação com a produção fotográficade carácter monocromático, todo o texto e logótipos presentes nos cartazesforam também trabalhados dentro dessa mesma lógica a duas cores, o preto e obranco.
    A própria tipografia utilizada é não serifada e muitoelegante com o objectivo de centrar a atenção do público na imagem, deixando amensagem textual surgir quase como complemento aos pictogramas, uma vez queestes são extremamente fortes e explícitos.