A intervenção consistiu na proposição de edifícios que surgissem de forma pura e austera, em respeito aos edifícios a serem preservados. A proposta vai em busca de um diálogo harmônico com estes prédios e com o entorno. A natureza é considerada aqui não só como pano de fundo, mas como protagonista do conjunto em questão.
A proposta de requalificação paisagística da área do entorno do Museu do Meio Ambiente se deparoucom um número considerável de condicionantes que exigem um trabalho cuidadoso de projeto.O jardim é fortemente delimitado pelas massas edificadas do museu, da casa Pacheco Leão e do bloco administrativo. Somado a isso, o jardim romântico conjugado à residência tem presença marcante no centro de toda a composição paisagística. É marcante a densidade das espécies arbóreas que, na maioria da área de intervenção, tem suas copas unidas, formando um teto contínuo que sombreia toda área. A obrigatória preservação de grande parte das árvores de maior porte sinaliza para a manutenção do aspecto intensamente sombreado. As únicas exceções para esta característica se verificam no recuo frontal do museu e no setor central do jardim romântico.
A proposição do projeto paisagístico busca a criação de um percurso acessível entre todas as edificações que compõem o Museu do Meio Ambiente. Para tal percurso, foi escolhido um piso intertravado permeável de borracha reciclada. A maior parte das circulações foram mantidas em terra batida. Foi importante a separação das circulações de veículos e pedestres, privilegiando o percurso pelo jardim.
Foram criadas diversas áreas de permanência ao longo do percurso proposto. Estas áreas se conformam como espaços generosos para a recepção de grupos escolares, excursões e outros eventos ao ar livre. O desenho circular destas áreas favorece o acontecimento dessas atividades coletivas. Condicionado fortemente pelo jardim romântico que domina o centro da composição, o novo paisagismo tomou como partido a busca de uma continuidade do desenho pré-existente, sem contudo mimetizá-lo. Ele consiste na utilização de formas circulares nos canteiros e faixas de forrações de cores diversas. A proposta considera que a arborização existente já é suficiente para o sombreamento da área. A nova
intervenção paisagística trabalha, portanto, na diferenciação de forrações e composições com arbustos e folhagens, priorizando a continuidade visual de toda a área e o destaque visual das edificações existentes e propostas.
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