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Transition Center

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  • Transition Center
    a transitional space between such distant universes
  •  Love is the only way to rescue humanity from their evil. The old and simple truth that it is natural for men to help and love one another, not torture and kill each other, has become increasingly clear." - Leo Tolstoy

    The statistics and projections for the number of people that will be living in great urban centers in the next years are frightening. Consequently, crime and incarceration rate will also increase exponentially.

    Rehabilitation abandoned. Rise of the super-max prison. Spread of long-term isolation and sensory deprivation.  Loss of human rights protection. These are some of the characteristics of the dehumanizing prisons of today, which do not offer an opportunity for rehabilitation, not even for inmates serving sentences for non-violent crimes. On the contrary:  they are placed in dangerous, overcrowded, violent, and inhumane spaces and condictions, wich only foster more violence, resentment, and anger.

    If ever free again, prisoners are constantly challenged to find a dignified place in society, and often suffer a level of discrimination and devaluing that forces them to return to crime, and consequently, to the same prison environment from where they left.

     In order for our society to evolve, this scenario must be replaced by the implementation of a  revolutionary  humane perspective, which exalts our need for a  transitional space between such distant universes: the one of the free, and that of the imprisoned.

    In the proposed concept,  Transition Center, the focus will be on how a humane environment can bring quality of life for inmates, a place where they can work towards achieving their goals with support and understanding. A place where they can  interact positively  with other inmates, get the healthy sensory input they require, and work towards being a collaborator on the collective effort to heal themselves, and consequently, be again part of a better society.

    We have developed an infrastructure perspective that privileges an  understanding of how people construct relations  and revitalize themselves, and how they go about solving everyday problems of rehabilitation, inter-group relations, social anxiety and identity.   The challenge is to make the infrastructure of daily life in a transition center visible, so that each  individual metamorphosis and evolution, accompanied by the positive change of behaviour, can be witnessed, shared, replicated, and serve as inspiration to everyone, inside and out.
    The Transition Center will offer non-competitive and non-violent physical activities and positive life-changing opportunities in various skills.

    Long term solutions will be sought for each individual, taking a holistic approach utilizing available resources, family participation, and positive peer support, enabling individuals that have goals, or have a desire to develop goals, to become as independent as they can be.

    Since it is a long-term transformational space, it must be expansive and have a  direct connection with light, in order to enable individual, and group transformation.

      Only solar energy will be used. The detainees will wake up and go to sleep together with the sun.

    The Transition Center consists of 7 individual spiral pavilions, twisting for better optimization of the internal atmosphere of the building. Each pavilion is comprised of 12 floors, with 7 separate units per floor. With each unit accommodating 6 beds and a garden, a total of 42 inmates will share a locker-room/ bathroom per floor. We call that horizontal co-existence.

    Seven stairs will connect the 12 stacking units of each pavilion, allowing a vertical co-existence between 72 inmates. Each inmate will therefore have direct contact with other 112 people at any given time.

    These numbers are significant for a reason. A recent study at Oxford University, crossing information about the human brain with data about social organization, came to a conclusion: 150 is the maximum number of friends a person can have in their network, and the ideal number for a closed community to sustain.

     Transparency is a social tendency. In governments, in social media, in politics. With each building covered with white glass (95% opacity), and taking full advantage of natural light and clarity, the Transition Center can become a model for transparent co-existence, and a powerful tool for bringing about changes that are more likely to endure, inspire and expand the boundaries of the way we treat, and love each other.

    As Tolstoy himself expressed so clearly in A Letter to a Hindu, to Mahatma Gandhi: we have been taught throughout our human history that all forms of violence (imprisonment, execution, war) should be used to protect the majority against a minority of criminals, even if opposed to any vestige of compassion. This contradiction between love and oppressive violence must be faced, and the solution will be favorable, to the truth that dwells in the hearts of men since ancient times: the fact that the law of love is the true, fundamental nature of man.


  •                                                        Centro de Transiçao

    "O amor é a única maneira de salvar a humanidade da sua maldade. A verdade antiga e simples de que é natural que os homens se ajudem e amem uns aos outros, não se torturem e matem uns aos outros, torna-se cada vez mais clara." - Leo Tolstoy

    As estatísticas e as projeções para o número de pessoas que estarão vivendo nos grandes centros urbanos nos próximos anos são assustadoras. Consequentemente, a taxa de criminalidade e encarceramento também irá aumentar exponencialmente.

    Reabilitação abandonada. Crescimento do número de prisões de máxima segurança. Aumento do isolamento e privação sensorial por longos períodos. Perda da proteção dos direitos humanos. Estas são algumas das características das prisões desumanas de hoje, que não oferecem qualquer oportunidade para a reabilitação, nem mesmo para os detentos que cumprem penas para crimes não violentos. Pelo contrário: eles são confinados à espaços e condições perigosos, superlotados, violentos e desumanos, que apenas promovem mais violência, ressentimento, e raiva.

    Se alguma vez livres de novo, os prisioneiros são constantemente desafiados a encontrar um lugar digno na sociedade, e muitas vezes sofrem um nível de discriminação e desvalorização que os obriga a retornar ao crime, e, conseqüentemente, para o mesmo ambiente de confinamento de onde saíram.

    Para que a nossa sociedade evolua, esse cenário deve ser substituído pela implementação de uma perspectiva humanista revolucionária, que exalta a nossa necessidade de um espaço de transição entre esses universos tão distantes: o dos livres, e o dos encarcerados.

    Na proposta do Centro de Transição, o foco será sobre como um ambiente humanizado pode trazer qualidade de vida para os presos, um lugar onde eles possam trabalhar na realização dos seus objetivos, com apoio e compreensão. Um lugar onde eles possam interagir positivamente com outros os presos, obter os estímulos sensoriais sadios de que necessitam, colaborar no esforço coletivo para a cura e, consequentemente, ser novamente parte de uma sociedade melhor.

    Nós desenvolvemos uma perspectiva de infra-estrutura que privilegia a compreensão de como as pessoas constroem relações e se revitalizam, e como resolvem os seus problemas cotidianos de reabilitação, relações inter-grupais, ansiedade social e identidade. O desafio é fazer com que a infra-estrutura da vida cotidiana no Centro de Transição seja visível, de modo que cada metamorfose e evolução individuais, acompanhadas pelas mudanças positivas de comportamento, podem ser testemunhadas, compartilhadas, replicadas, servindo de inspiração para todos, dentro e fora.

    O Centro de Transição oferecerá atividades físicas não-competitivas e não-violentas, e oportunidades para o aprendizado de várias habilidades positivamente transformadoras.

    Soluções a longo prazo serão oferecidas para cada indivíduo, sob um prisma holístico e utilizando recursos disponíveis, participação e apoio familiar, permitindo que os indivíduos com objetivos positivos se tornem tão independentes quanto possivel.

    Uma vez que é um espaço de transformação a longo prazo, ele deve ser expansivo e ter uma ligação direta com a luz, a fim de permitir a transformação individual e coletiva. Apenas a energia solar será usada, e os detentos acordam e dormem junto com o sol.

    O Centro de Transição consiste de 7 pavilhões espirais individuais para uma melhor otimização da atmosfera interna do edifício. Cada pavilhão é composto por 12 pisos, com 7 unidades separadas por andar. Com cada unidade acomodando 6 camas e um jardim, um total de 42 detentos irá compartilhar um vestiário / banheiro por andar. A isso chamamos de horizontal co-existência.

    Sete escadas ligarão as 12 unidades de cada pavilhão, permitindo uma co-existência vertical entre os 72 presos. Cada preso terá portanto, em determinado momento, contato direto com outros 112 indivíduos.

    Estes números são significativos por uma razão: um estudo recente da Universidade de Oxford, cruzando informações sobre o cérebro humano com dados sobre a organização social, chegou a uma conclusão: 150 é o número máximo de amigos que uma pessoa pode ter em sua rede, bem como o número ideal de uma comunidade fechada auto-sustentável.

    Transparência é uma tendência social. Nos governos, nas mídias sociais, na política. Com cada edifício coberto com vidros brancos (95% de opacidade), e aproveitando ao máximo a luz natural e claridade, o Centro de Transição pode se tornar um modelo para uma co-existência transparente, e uma poderosa ferramenta para promover mudanças que são mais propensas a durar , inspirar e expandir os limites de como tratamos, e amar uns aos outros.

    Como o próprio Tolstoy expressou tão claramente na sua brilhante Carta a um Hindu para Mahatma Gandhi, “temos sido ensinados ao longo de nossa história humana que todas as formas de violência (pena de prisão, execução guerra) devem ser usadas para proteger a maioria dos cidadãos contra uma minoria de criminosos, mesmo se opondo a qualquer vestígio de compaixão. Esta contradição entre o amor e a violência opressiva deve ser enfrentada, e a solução será favorável à verdade que habita nos corações dos homens desde os tempos mais antigos: o fato de que a lei do amor é a verdadeira natureza fundamental do homem.”

    Acreditamos firmemente que o Centro de Transição pode nos trazer um passo mais perto desta solução.
  •                   We strongly believe the Transition Center can move us one step closed to that solution.