Showcase & Discover Creative Work Sign Up For Free
Hiring Talent? Post a Job

Bēhance

Pocket Collection - UNI F/W

  • 110
  • 5
  • 0
  •  UNI Nem Feminilizar o homem nem masculinizar a mulher, mas simum ponto de equilíbrio.Preto, branco e cinza em suas nuances de brilho, opacidadee transparência, escondendo, revelando e ornamentando umcorpo, somente humano, com a capacidade de transitar entreos gêneros, sendo ora um, ora outro, ora ambos e as vezes nenhum.Este é o gênero contemporâneo, traduzido numa vestimentaretilínea, acromática, neutra.UNI, de unidade.
    Do Embasamento Conceitual

    A inacreditável escansão imagética promovida na moda ao longodo século XX começa a revelar seus efeitos, ela pode agora ser observada em seu volume total e é avidamente analisada por umajuventude que deseja essencialmente liberdade.Ao longo de cem anos as transições foram inúmeras. Os gêneros foram definidos, consolidados e redefinidos diversas vezes obedecendo aos interesses dos difusores imagéticos vigentes,agregando associações que agora percebemos como transitórias e não obrigatórias
    .Esta juventude possui uma sexualidade desobrigada, gênero é um estado de espírito. Para que tal se cumpra e que esse modo de ser seja explicitado ocorre a criação da linguagem estética aplicadaa esta coleção. 
    Cores e formas devem ser desvinculadas das definições de masculino e feminino, antes porém, uma fase de neutralidade deve ser enfrentada. Por isso preto, branco e cinza aparecem, por serem historicamente menos ligados às definiçõesde gênero assim como as formas retilíneas que removem as alusões implícitas aos caracteres corporais.O que se propõem é um desfoque na questão do gênero, a lembrança através da percepção de que todos somos apenas humanos e nos expressamos de acordo com o contexto de nosso tempo.Não se trata de androginia,mas sim de liberdade de expressão sexual.Estas roupas não são atemporais, nada o é. Elas são a expressão do início da mudança, latente na sociedade e a caminho da unidade.

    A coleção foi influenciada conceitual e visualmente pelo movimento modernista denominado Suprematismo, de Malevich, e seu retorno às formas geométricas básicas aqui aplicadas à modelagem. Ele se definia como “a supremacia do puro sentimento”. O essencial era a sensibilidade em si mesma, independentemente do meio de origem.
    MateriaisMusseline de seda, cirrê, moletom, viscose sarjada, soft, gabardine acetinado, linho e couro.ModelagemPara a coleção foi desenvolvida uma modelagem geométrica e angulosa pensada pela diretriz de "grandes superfícies planas e lisas‟, logo, ocorre a ausência de costuras muito aparentes, padrõese ícones.O caimento relaciona-se com o corpo de maneira a projetar suas linhas, neutralizando-as ou acentuando-as de forma localizada.

    YURI PARDI