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HALLOWEEN, para Clau Souza Ilustração

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  • A Lenda de Rá, Lou, In
     
    A cerca de 300 anos atrás, toda noite de 31 de outubro, os cidadãos da cidade de Pumpikti eram atormentados por três terríveis criaturas. 
     - Miiiau - alertava o gato. Nessa época, a melhor forma de saber que os endiabrados seres estavam na cidade era através dos miados insistentes destes felinos. Um deles observava ao longe, perto do cemitério da cidade, tornando a cena ainda mais sinistra. Rá, Lou, In - os Tenebrosos Abóboras Psicóticos, caminhavam por Pumpikti como se fossem um só e era possível notar que eles não tinham pretensão de acabar com a noite tão cedo. Afinal, eles precisavam de muitos doces para sobreviverem durante o inverno. 
     
    - Aaaah! - grita o abóbora In, ao ver que uma aranha está tecendo uma teia justamente em um de seus velhos galhos - Tirrá ela de mim, socorré!
    Rá solta uma gargalhada frenética, caçoando do sotaque “afrancesado” de In e o imita - Tirrá, tirrá!
    - Parem com isso, titicas de morcego! - ordena Lou, obstinado - Hoje é nossa noite, temos muito o que fazer, muitas travessuras para conseguir nossos doces! Mexam-se!
     
    Esgueirando-se pelos becos da cidade - Rá, Lou, In tramavam diferentes planos para invadir as casas. Pelas ruas só se ouvia os sons dos bichos mais estranhos e sombrios. Sabe-se que ninguém em sã consciência, tinha coragem de sair na noite de 31 de outubro... a não ser uma velha senhora com um sinal pegajoso na ponta do nariz.
     
    Continua.
  • Ilustração em comemoração ao Halloween, mais conhecido no Brasil como Dia das Bruxas. Na minha versão, resolvi criar um conto fictício sobre o surgimento da comemoração, inspirada em sua própria história e seus diferentes elementos.
     
    A ideia começou quando li sobre a razão das abóboras serem o símbolo desse dia. A lenda irlandesa diz que um sujeito bebum, chamado Stingy Jack teria chamado o próprio Diabo para beber com ele no dia 31 de outubro. Conversa vai, conversa vem, na hora de pagar a conta, Jack pediu para o Diabo se transformar numa moeda. Jack não pagou a conta com a moedinha e ainda a prendeu num crucifixo. Quando chegou o dia de Jack bater as botas, ele não foi aceito no céu e muito menos no inferno, pelo rancoroso Diabo. Perambulando por aí, sem eira nem beira, Jack resolveu assombrar as pessoas no todo dia 31. Para se protegerem, elas colocavam uma vela dentro de um nabo e diziam que isso resolvia. Até o dia em que o povo se mudou para os Estados Unidos e lá tinham mais abóboras do que nabos, e resolveram mudar de castiçal. Com o tempo as pessoas começaram a desenhar um rosto maligno na abóbora, representando a alma perdida de Jack.
     
    Além da inspiração nessa história, incluí alguns elementos como morcegos, o gato preto, o cemitério (remetendo aos mortos) e as teias de aranha. Usei outros em diferentes contextos: o nome das abóboras brinca com a palavra Halloween, a necessidade deles de fazer travessuras para conseguirem os doces (da bricadeira “doces ou travessuras?”), os trevos de quatro folhas espalhados pela ilustração para lembrar o país em que a lenda surgiu. Por fim, a ideia de fechar a história com uma velha senhora com um sinal pegajoso no nariz, foi uma homenagem ao nome da celebração aqui no Brasil (Dia das Bruxas). 
  • TOC, TOC! DOCES OU TRAVESSURAS?!
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