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Bēhance

Descontexto

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  • utopia - metáfora - descontexto
     
     
    A conceito do trabalho iniciou-se devido ao livro de Jogn Berger “Ways of seeing”.
    O que nós tratamos nesta disciplina ao logo do semestre foi essencialmente Imagem, imagem estátita e imagem em movimento.
    “If we accept that we can see that hill over there, we propose that from that hill we can be seen.” afirmou John Bergan no seu livro “Ways of Seeing”.
    As imagens apenas existem quando podem ser vistas. Estamos rodeados de imagem e em constante relação com as mesmas. As imagens são o primeiro meio de comunicação a que temos acesso, mesmo antes da palavra. 
    Mas as imagens não são apenas aquilo que podemos ver, são também a nossa imaginação e foi neste campo em que foi explorado o trabalho.
    O objectivo do trabalho é descontextualizar objectos que fazem parte do nosso dia-a-dia.
    Estes objectos por estarem tão presentes em nós, tornam-se apenas banais e nem sempre somos capazes de olhar para eles e retirá-los do seu sentido literal.
    A minha proposta era tornar esses objectos em algo diferente do normal, fazer com que a sociedade experiênciasse outras formas de ver o mundo. 
    Tal como John Bergan afirma no seu livro, “Ways of Seeing” ““The way we see things is affect by what we know or what we believe.” E um trabalho muito pessoal, pois é a minha prespectiva de ver o mundo que está aqui implícita. É uma mistura de referências; um pouco de Banksy, por ter este carácter de rua e para toda a sociedade, um pouco de John Heartfield, pela colagem e fotomontagem e Marcel Duchamp por serem objectos do nosso dia-a-dia. 
    Foi com as vanguardas que a noção de imagem se alterou. As vanguardas foram um ponto de referência e de constextualização do trabalho, como também alguns artístas que fizeram parte do movimento.
    Para além de referências no movimento, baseei-me em algumas referências mais actuais.
     
    A nível de referências artísticas mais actuais, temos Banksy e Isidro Ferrer. Apesar de serem artistas com trabalhos que diferem bastante, ambos possuem algumas coisas em comum.
    Banksy é um artista sem identidade, sem rosto que convida as pessoas a repensar os seus conceitos sobre a arte através do stencil. Em constante confronto com o caos, a transgressão e a poluição visual das grandes cidades com o formalismo dos museus.
    Umas da coisas com que Banksy luta constantemente é a sociedade de consumo. Assim como muitos artistas, utiliza o incomodo como fonte de inspiração.
    Reinterpretação é uma boa expressão para referir o que Banksy fez com algumas das maiores expressões da arte: “David” de Miguel Ângelo com explosivos à colga do seu corpo; a deusa da justiça sem a sua tradicional venda.
     
    Isidro Ferrer antes de se tornar designer/ilustrador, estudou teatro e cenografia, o que o ajudou a adquirir valências reflectidas no volume de muitos dos objectos que cria (para além de puder contar com carpinteiros da região onde vive).
    A sua sensibilidade permite-lhe ver o que para os outros é invisível e nas suas mãos são 
    transfigurados materiais e adicionados significados. Os materiais que usa são encontrados (aqueles em que muitos vêem lixo) para ele são matéria em comunicação, fonte de sensações tácteis, pela textura e tonalidades que têm, num mundo de relacionamentos tecnológicos e virtuais. O que faz com que nem sempre parta do desenho para construir estes objectos, por vezes, tem a ideia e começa a construir directamente, até porque como diz o próprio “You don’t erase a construction with a rubber, do you?”. Aqui podemos encontrar uma analogia com a emancipação do fragmento, presente desde as vanguardas, mas agora aplicada à construção destes artefactos.